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CT da RTP propõe “decálogo” para a nova administração

“Dez mandamentos” para um CA aceitável para os trabalhadores , que tenha um perfil de compromisso com o imperativo do serviço público e capacidade de diálogo com provas dadas.
A CT acha que a nova administração deve gastar em salários justos e em equipamentos atualizados; e não em frotas faraónicas e vencimentos excetuados para as administrações. Foto rtppt

A Comissão de Trabalhadores da RTP divulgou os seus “dez mandamentos” que, na sua opinião, devem orientar a formação de um novo conselho de administração da empresa, que substitua a recém demitida estrutura de gestão liderada por Guilherme Costa.

O “Decálogo de uma administração aceitável para os trabalhadores ” tem os seguintes pontos:

Um CA nomeado pelo Parlamento

A CT não desconhece que o principal partido do Governo continua a ser o mais representado no parlamento. “Mas é diferente esse partido, ou algumas das suas eminências pardas, fazerem o que querem na penumbra dos gabinetes, ou saberem que devem apresentar ideias capazes de resistir a um debate aberto e transparente”.

O novo CA deve ter um perfil de compromisso com o imperativo do serviço público

E deve pôr esse compromisso acima das suas inclinações partidárias, religiosas ou outras.

Deve ser constituído por pessoas com uma trajetória de serviço público

A antítese dos comissários políticos armados de lápis azul.

Deve ter capacidade de diálogo com provas dadas

Para criar consensos com os trabalhadores e o público.

Deve vir decidido a fixar para a RTP os mais altos e exigentes padrões de serviço público

Para poder medir-se com as estações públicas europeias e as “guidelines” da UER, e não com as estações comerciais portuguesas, numa disputa de audiências, sem escrúpulos de qualidade nem visão de futuro.

Deve restabelecer o diálogo interno na RTP

Ouvindo os organismos representativos dos trabalhadores antes de fechadas as decisões.

Deve ter claro que os trabalhadores não vão tolerar único despedimento

Deve restabelecer o respeito pela legalidade e pela Constituição

Anulando os cortes salariais que o próprio Tribunal Constitucional considerou violadores da lei.

Deve estar disposto a gastar no que faz falta e a poupar no que é supérfluo

Gastar em salários justos e em equipamentos atualizados; e não em frotas faraónicas e vencimentos excetuados para as administrações.

Deve estar disposto a cortar uma estrutura engordada ao longo dos anos

Reduzir o número de direções – a RTP viverá bem com metade dos seus cargos de estrutura.

A CT conclui afirmando que os trabalhadores mostraram na passada quarta-feira que tem capacidade para lutar e adverte que avançará com medidas de força, se for necessário.

“Mas nem por isso deixamos de indicar as condições precisas que, do nosso ponto de vista, permitiriam o estabelecimento de um clima de diálogo dentro da empresa”. Porque, para a CT, não é inevitável que o próximo CA tenha o mesmo fim inglório que teve o de Guilherme Costa. “Se forem respeitadas as obrigações do serviço público e os direitos dos trabalhadores, poderemos entrar num processo verdadeiramente construtivo”, conclui.

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