You are here

Movimento promove troca gratuita de manuais escolares

Numa altura em que as famílias podem ter de gastar 800 euros ou mais, iniciativa de cidadãos é uma alternativa gratuita para a reutilização dos manuais. Legislação que previa empréstimo nunca saiu do papel.
Objetivo “é tornar a reutilização de livros escolares uma prática Universal em Portugal”

Conta já com o apoio de mais de 12 mil cibernautas o Banco do Livro Escolar - troca gratuita de livros escolares, site no Facebook que promove a permuta e reutilização de manuais escolares, evitando gastos que, dependendo do tamanho da família, podem ser astronómicos. A página é mantida pelo Movimento pela reutilização dos livros escolares, também com página no Facebook e site aqui.

O Movimento define-se como uma iniciativa informal de cidadãos que promove a criação e divulgação de bancos de recolha e troca gratuita de livros escolares em todo o País. O seu único objetivo “é tornar a reutilização de livros escolares uma prática Universal em Portugal”, e o seu “Princípio de Honra” é que todo e qualquer produto ou serviço prestado é gratuito: “Nenhuma atividade deste movimento envolve dinheiro”.

A troca é feita em bancos de recolha de livros escolares, cuja lista pode ser encontrada aqui. Já há cerca de cem bancos espalhados pelo país.

Se for comprar, despesa pode superar os 800 euros

A agência Lusa fez contas e chegou à conclusão de que uma família com um filho em cada um dos três ciclos de ensino terá de gastar perto de 450 euros só em livros escolares, valor que pode ultrapassar os 600 euros se se juntar o material escolar. A conta sobe mais ainda se for necessário comprar livros de música, de educação visual, de educação tecnológica e de educação física, disciplinas em que fica ao critério do professor a adoção ou não do livro.

O governo só prevê o fornecimento gratuito dos livros aos alunos do escalão A do Serviço de Apoio Social Escolar (SASE), que engloba as crianças ultracarenciadas. As do escalão B só recebem apoio os apresentarem as faturas, isto é, têm de avançar primeiro com o dinheiro.

Empréstimo está na lei mas não saiu do papel

A lei Lei n.º 47/2006, de 28 de Agosto, diz que as escolas “devem criar modalidades de empréstimo de manuais escolares e de outros recursos didáctico-pedagógicos”. Mas nunca saiu do papel porque não foi regulamentada. Iniciativas legislativas, como as recentemente avançadas pelo Bloco de Esquerda, que propunha uma bolsa de empréstimo de livros escolares, foram chumbadas.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade
Comentários (1)