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Trabalhadores portuários paralisam portos em todo o país

A greve dos trabalhadores portuários parou totalmente os portos de Lisboa, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal. Os sindicatos temem que a revisão do regime jurídico deixe sem trabalho cerca de metade dos trabalhadores.
Foto nmorao/Flickr

A greve teve início à meia noite desta terça-feira e prolonga-se até às 8 da manhã de quarta. O protesto convocado pela Confederação dos Sindicatos Marítimos e Portuários (Fesmarpor, que representa 600 dos 800 trabalhadores do setor) contesta as mudanças que o Governo prepara para o regime jurídico desta profissão. Se até agora os trabalhadores portuários executam todas as tarefas até que a carga embarque nos navios, na proposta governamental estes trabalhadores farão apenas o trabalho a bordo do navio.

“O que o Governo pretende é deixar sem ocupação cerca de 50 por cento dos trabalhadores portuários e ir buscar trabalhadores sem qualquer tipo de qualificação” para desempenhar as restantes tarefas, disse à Lusa Vítor Dias, vice-presidente da Fesmarpor.

A greve conta também com apoio internacional, sendo esperada a presença de delegações sindicais espanholas e franceses num encontro que a Fesmarpor convocou para a tarde da greve no porto de Sines. O sindicato espanhol dos trabalhadores portuários enviou uma carta ao secretário de Estado dos Transportes português, manifestando a sua surpresa e preocupação quanto a esta mudança no regime laboral do setor. "Se o Governo português persistir neste caminho, serão todos os portos europeus que farão greve com os estivadores portugueses", remata a carta assinada pela confederação sindical espanhola.

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