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Conselheira da UE para as privatizações na Grécia implicada em corrupção

A eslovaca Anna Bubeníková fora nomeada pela Comissão Europeia para a agência da privatização da Grécia, mas desde janeiro que renunciara à chefia do Fundo de privatizações da Eslováquia por alegado favorecimento à empresa do marido. Mesmo assim, continuava a trabalhar no organismo que prepara as privatizações gregas. Na sexta, demitiu-se.
Anna Bubeníková: acusada de corrupção no seu país, continuava a promover as privatizações na Grécia.

A eslovaca Anna Bubeníková era uma das conselheiras da agência de privatização grega nomeada pela Comissão Europeia para dar assessoria ao governo de Atenas no processo de privatizações que pode chegar aos 19 mil milhões de euros até 2015. Fora nomeada para o cargo em julho de 2011, e tinha o seu salário pago não pela Comissão Europeia, mas pelo governo grego.

Mas em janeiro deste ano, Bubeníková foi forçada a demitir-se da chefia do Fundo de Propriedade Nacional da Eslováquia, ao qual estava ligada desde 1994 e que presidia desde 2010, depois de uma fuga de informação ter revelado transcrições de uma investigação que a ligava a casos de corrupção, e especificamente a um caso de favorecimento ilícito a uma empresa do marido. O Fundo de Propriedade Nacional da Eslováquia é o responsável pelas privatizações no país. O caso ficou conhecido como os “ficheiros Gorila” e a investigação é atribuída aos serviços secretos eslovacos.

Bubeníková foi então forçada a demitir-se daquele cargo.

Demitiu-se no próprio país, mas prosseguiu a assessoria na Grécia

Mas Anna Bubeníková continuou tranquilamente a receber salário do governo grego para dar conselhos sobre as privatizações na Grécia. Aparentemente, a Comissão Europeia não viu motivos para a afastar do cargo.

E assim teria continuado se o caso não fosse denunciado pela TV Markiza, um canal eslovaco. A denúncia de que Bubeníková continuava ligada às privatizações na Grécia levou o próprio governo eslovaco a pedir a sua renúncia, devido às dúvidas “acerca dos seus padrões éticos”.

Em Atenas, o Syriza exigiu uma posição por parte do primeiro-ministro Antonis Samaras: “Independentemente da sua categórica e generalizada oposição à política de privatizações promovida pelo governo tripartido de Samaras, atribuir papéis-chave nesse processo a uma pessoa acusada de corrupção levanta um problema político e moral”, disse um porta-voz do partido citado pelo Left.gr. “O governo tem de rejeitar imediatamente o papel da sra. Bubeníková e requisitar o processo da justiça eslovaca”.

Na sexta-feira, finalmente, Bubeníková demitiu-se.
 

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