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Grécia: desemprego sobe e governo prepara mais despedimentos

Índice oficial subiu para 23,1% em maio (22,6% em abril), abrangendo 1,1 milhão de pessoas. Governo prepara o despedimento de precários e a criação de uma 'reserva laboral' de funcionários públicos a receber 40% do salário.
Antonis Samaras: cortes e mais cortes. Foto de European People's Party - EPP

O desemprego na Grécia atingiu os 23,1% em maio, segundo a Autoridade Helénica de Estatística, dois anos depois da primeira intervenção da troika no país. O índice era 22,6% em abril deste ano e 16,8% em maio de 2011.

O número de desempregados é agora de 1,1 milhão, há 3,8 milhões de pessoas com emprego e 3,4 milhões de inativos, isto é, pessoas que nem trabalham nem procuram emprego.

Entretanto, o governo prepara um novo contributo para agravar a situação, na ânsia de realizar mais cortes exigidos pela troika no orçamento. Segundo o Athens News, para além de despedir todos os trabalhadores temporários da administração pública, a coligação tripartidária da Nova Democracia, do Pasok e da Esquerda Democrática deve anunciar em breve a reativação do plano de “reserva laboral”, que vai abranger 40 mil funcionários públicos que ficarão a receber apenas 40% do salário durante um ano, antes de serem despedidos. O plano fora aprovado pelo governo anterior mas posteriormente abandonado, tendo como resultado a saída de 6.500 funcionários públicos que se reformaram. A Constituição proíbe o despedimento de funcionários públicos.

Para além desta medida, os cortes, na ordem dos 11,5 mil milhões de euros, deverão incluir novas reduções de salários e de pensões.

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