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Grandes superfícies não respeitam Dia do Trabalhador

A Federação Portuguesa dos Sindicatos do Comércio e Serviços convocou uma greve para amanhã para que “todos os trabalhadores possam comemorar o Dia Internacional do Trabalhador”. É a resposta à decisão dos hipermercados de abrirem portas no 1º de Maio.
Foto Paulete Matos.

"Vale tudo, desde fazer “elogios”, “festas”, dar “prémios” a quem trabalhe o dia, redobrar o pagamento, enfim o aliciamento para obterem o que mais desejam: eliminar o dia do trabalhador como se este fosse um dia normal de trabalho", diz o comunicado publicado no site do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, intitulado "O 1º de Maio é nosso e vamos garanti-lo aos nossos filhos!".

O sindicato acusou ainda a Sonae e a Jerónimo Martins - empresas detentoras dos hipermercados Continente e Pingo Doce - de estarem a ameaçar marcar falta injustificada a quem faltar nesse dia.

Por seu lado, o grupo Auchan - dos hipermercados Jumbo e Pão de Açúcar - anunciou que vai abrir portas no 1º de Maio “pela primeira vez desde a sua implantação em Portugal e devido à conjuntura económica que o país atravessa". Desde 1970 que as lojas deste grupo respeitavam o Dia do Trabalhador, mas a empresa justifica a mudança “dado o número crescente de lojas que a cada ano optam por estar em funcionamento”.

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