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Bloco apela ao PS para que rejeite tratado da austeridade

“Apelo ao PS para que recuse um tratado que o Partido Socialista sabe inteiro que vai impedir o Serviço Nacional de Saúde, que vai impedir a segurança social, que vai impedir a escola pública, que vai impedir democracia e responsabilidade no combate à crise”, afirmou Francisco Louçã, em Bruxelas.
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Francisco Louçã e outros dirigentes do Bloco de Esquerda participam na cimeira da Esquerda Europeia, uma iniciativa do Partido da Esquerda Europeia, que debate alternativas ao austeritarismo e decorre em Bruxelas.

Segundo a agência Lusa, Francisco Louçã em declarações à comunicação social lembrou que “Portugal vai ser o primeiro país europeu a discutir o tratado fiscal com a regra de ouro de limitação do défice (estrutural) a 0,5 por cento” – o que deverá acontecer a 12 de abril -, e sustentou que “é uma grande decisão e uma grande responsabilidade” que todos terão de tomar quando o documento for votado na Assembleia da República.

Por isso, o coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda apelou ao principal partido da oposição que rejeite um tratado que admite constituir “um mau princípio”.

Defendendo que “não há nenhum país que se possa ou se deva a comprometer a impedir-se de combater uma recessão quando ela existe”, Francisco Louçã lamentou que o PS “não aceite o tratado na Constituição, não porque ele seja mau ou porque ele seja bom, mas porque o prefere numa outra lei”.

“É como se estivéssemos perante a ameaça de uma bomba financeira contra a democracia e se estivesse simplesmente a decidir onde é que ela vai ser escondida, se numa lei ou noutra”, disse.

O dirigente do Bloco recordou ainda que “o PS tem dito que este é um mau tratado porque é um mau princípio”, pelo que só pode ficar “espantado” se os socialistas aceitarem “que um mau princípio fique escondido numa lei se não pode ficar na Constituição”.

Questionado sobre a resposta europeia à crise e, em particular, o papel do presidente da Comissão Europeia, Francisco Louçã afirmou que “Durão Barroso manda muito pouco na União Europeia e representa muito pouco”.

“Como é evidente, só quando toma uma refeição com a senhora [chanceler alemã Angela] Merkel é que fica a saber o que a cimeira do dia seguinte vai discutir. A senhora Merkel manda em tudo e essa é a pior forma de uma Europa centralista e autoritária”, considerando por isso que aquilo a que se assiste hoje na UE é “uma catástrofe institucional”.

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