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Cancelado concerto de 'rapper' homofóbico

Protestos de associações e personalidades forçaram TMN a dissociar-se do concerto e a produtora a cancelá-lo, à semelhança do que já aconteceu em Barcelona, Madrid, Málaga, Valência e Estocolmo

A JahLive, promotora do espetáculo em Lisboa de Sizzla Kalonji, rapper jamaicano que durante anos incitou à violência contra os homossexuais, anunciou a suspensão do concerto, agendado para 5 de abril, após o protesto generalizado de associações lgbt e de direitos humanos e de diversas personalidades.

A decisão da empresa foi tomada depois de a TMN ter anunciado que a sala do espetáculo, apesar de ter a denominação da operadora de comunicações, não é propriedade da empresa e que o concerto não tinha o seu apoio. A Sala TMN ao Vivo é da empresa Armazém F.

“A obra deste autor é conhecida pelo público pela sua letras incitadoras ao ódio e à homofobia. Não são meramente a expressão de uma opinião, mas um claro incitamento a crimes de ódio, num país em que a Constituição proíbe a discriminação com base na orientação sexual e onde estes crimes com motivação homofóbica são considerados particularmente gravosos pelo nosso enquadramento penal”, denunciaram os signatários do comunicado divulgado quinta-feira.

Os concertos de Sizzla agendados para Barcelona, Madrid, Málaga, Valência e Estocolmo foram já cancelados devido ao seu discurso de ódio homofóbico.

Entre os apelos homofóbicos que Sizzla multiplica nas suas músicas estão: "Shot battybwoy, my big gun boom" (Dispara contra os maricas, a minha pistola faz boom). Na música "Boom Boom": "Boom boom! Batty boy them fi dead" (Boom boom! Os maricas devem morrer). Em "Get To Da Point": “Sodomite and batty bwaimi seh a death fi dem” (Sodomitas e maricas, eu digo: morte para eles).

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