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Debate a Norte

Contributo de Avelino Freitas

Os contributos que aqui têm sido divulgados, são – alguns deles – atos de uma luta que se quer viva, numa esquerda que se deseja nova.

Não conheço a realidade do BE no todo nacional, vou lendo e noto que em alguns distritos existem muit@s camaradas com fortes desejos de mudança. Já por aqui deixei dois contributos, e interrogo-me legitimamente, quais as consequências das centenas de textos por aqui deixados. O que neste momento me preocupa, talvez o mais correto seria dizer alarmante, é o debate no distrito do Porto. E aqui deixo um exemplo de atividade ou forma de agir da distrital.

De forma atabalhoada, convoca uma assembleia distrital com ….4 dias de antecedência! Mas pior, esta convocatória é enviada via email, não chegando a todos os militantes, como se constatou na dita assembleia junto de alguns (poucos) presentes. Pouco ou nada representativa lá se fez, apesar de ser questionada a sua legitimidade. Argumenta, a distrital, que era necessária devido à greve geral. Interessa referir que estávamos a 4 dias da mesma e que aquando da anterior iniciativa – manifestação nacional- a distrital não organizou, para aqueles que não são sindicalizados, uma única camioneta. Optou por enviar, via alguns sms e na véspera, dois contactos telefónicos para os interessados em participar. Mas esta trapalhada tem mais, e para espanto de alguns dos presentes, é apresentado um balanço de atividades dos dois últimos anos, lido de um pequeno bloco e escrito manualmente, e que creio escrito no decorrer da assembleia. Mas foi uma assembleia interessante, e aqui deixo alguns factos. Inicialmente marcada para as 15h, teve inicio pelas 1550h constatando-se que alguns elementos da mesa aparecem pelas 1530h.

Entretanto, a Cultra, marca uma iniciativa para as 18-1830h, a 500 mts de distância e anunciada no decorrer da assembleia como na página do BE Porto!!!! Curiosamente, na página da internet, não aparece a convocatória. Fica-se a saber que a distrital, tem enormes dificuldades de reunir, por ausência continuada de muitos membros. Em momento algum, a distrital assume a responsabilidade das suas poucas iniciativas de mobilização no seu mandato, numa altura que o distrito é varrido por desemprego acentuado e onde as medidas neoliberais se fazem sentir de forma dramática.

Assustador? Pois é, mas não se fica por aqui este exemplo de ética socialista ou de democracia participativa de tod@as os militantes. Dois a três dia após esta assembleia, os militantes recebem uma carta a convocar a assembleia(?!), e a convocar eleições para a distrital. Ficção?..pois é assim aqui pelo Porto.

Lá vai o tempo, que o BE, fazia como sua bandeira “prestar contas”. Recordam esta palavra de ordem?

Como se podem organizar tod@as militantes para se organizarem e formar listas para a distrital? As concelhias, fruto da inação da distrital -pois esta nunca teve uma agenda política - estão quase moribundas sendo uma exceção a concelhia de Matosinhos, que vai fazendo algumas iniciativas e assembleias. Um processo que deveria ser dinâmico e participativo, vai ser como anteriores, em que um conjunto de militantes mais organizado ( aqui refiro as tendências), lá vão elaborar uma lista, que estou certo será a única. Se assim for, lá teremos mais uma distrital sem iniciativa e mobilizadora de tod@s.

Quem leia (a norte) este texto, deixo um apelo a tod@s que não se revejam neste BE (Porto), que se mobilizem com todas as energias para se reunirem e trocar ideias para uma mudança radical da distrital. Aqui terão um papel decisivo os mais jovens, pela sua criatividade e generosidade. Tod@s que estejam interessados, escrevam para acfvc@clix.pt, que eu trato da organização.

Lino

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