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Bloco quer medidas imediatas de prevenção dos incêndios florestais

O ano de seca que o país atravessa agrava o risco de incêndio florestal e o Bloco de Esquerda diz que é "trágica" a decisão do Governo de acabar com Grupo de Análise e Uso do Fogo. Cecília Honório defendeu o apoio extraordinário à compra de biomassa proveniente da limpeza de matas.
Bloco quer prevenir já os incêndios florestais e reativar o Grupo de Análise e Uso do Fogo dissolvido pelo Governo num ano que se prevê difícil. Foto Contando Estrelas

O Bloco apresentou esta quarta-feira um projeto de resolução que recomenda ao Governo a criação dum "apoio extraordinário e temporário à compra de biomassa florestal proveniente da limpeza de matos das zonas de transição entre os aglomerados populacionais e as áreas florestais", que permita aumentar a procura de biomassa florestal, diminuindo os custos da limpeza para os proprietários e produtores florestais e assim diminuir o risco de um incêndio florestal se propagar para os aglomerados populacionais, protegendo as pessoas e as suas habitações

Para a deputada Cecília Honório, este incentivo pode permitir "concentrar o dispositivo de combate aos incêndios nas áreas florestais, aumentando a sua eficácia". A medida teria um custo inferior a 8 milhões de euros e permitiria aumentar em 10% o preço pago pelas centrais de biomassa aos produtores florestais, que é atualmente em média de 30 euros por tonelada.

O projeto de resolução sublinha que para o Bloco, "a utilização de biomassa para produção de energia deve ser vista com precaução e moderação", mas no atual contexto de seca o governo deve intervir imediatamente nesse mercado, apoiando com 3 euros por tonelada recolhida nas zonas de transição entre as habitações e a floresta. A verificação da proveniência deve ser feita através de protocolos entre os Gabinetes Técnicos Florestais e o organismo do MAMAOT responsável pela proteção da floresta.

Cecília Honório defendeu ainda a reativação urgente do Grupo de Análise e Uso do Fogo e considera "trágica" a decisão do Governo de acabar com ele, "visto que este grupo de técnicos altamente especializados tinha um conhecimento muito avançado na gestão do fogo, resultado de anos de pesquisa e treino, e que agora se perdeu, com claros prejuízos para a floresta, para o ambiente e para as populações".

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