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2011: Contração do PIB e quebras históricas no investimento e no consumo interno

Segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, o Produto Interno Bruto diminuiu, em 2011, 1,6%, em vez dos 1,5% anunciados em fevereiro. A procura interna registou uma quebra histórica de 5,7%, tendo o consumo interno registado uma redução de 3,9% e o investimento de 14% face ao ano anterior.
Foto de Paulete Matos.

Os dados das contas nacionais para o último trimestre do ano passado, revelados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), revelam que o produto interno bruto (PIB) português ter-se-á contraído 1,6% em 2011, em vez dos 1,5% anunciados em fevereiro.

Segundo o INE, este resultado decorre essencialmente da diminuição abrupta de 5,7% na procura interna. Esta é a maior quebra dos últimos 15 anos. Para a redução da procura interna, em muito contribuiu o decréscimo de 3,9% no consumo das famílias e das instituições sem fins lucrativos, que teve um contributo negativo para o PIB de 2,6 p.p. A redução do consumo privado foi particularmente acentuada no último trimestre, atingindo os 6,5%.

O contributo negativo da procura interna para a variação do PIB face ao ano anterior foi de -6,2 p.p., agravando-se substancialmente no último trimestre de 2011, passando de -5,3 p.p. no terceiro trimestre para -10,3 p.p. no quarto trimestre.

A redução no investimento (formação bruta de capital) terá atingido, por sua vez, os 14 por cento face a 2010, o que constituí a quebra mais acentuada desde, pelo menos, 1996, altura em que o INE passou a divulgar estas estatísticas. Nos últimos trimestre de 2011, o investimento caiu 24,3 por cento relativamente ao período homólogo.

O crescimento das exportações portuguesas contribuiu para um menor decrescimento do PIB, contudo, o ritmo de crescimento das exportações registou um notório abrandamento, tendo em conta que foi de 7,4% em 2011 e de 8,8% em 2010.

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