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Metropolitana de Lisboa: Direção tem “conduta imoral e chantagista”

O CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual acusa a direção da Associação de Música, Educação e Cultura (AMEC) de estar a “receber instruções dos Representantes dos Fundadores para implementar medidas ilegais, de uma forma deliberada e intencional”.
Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Numa carta enviada esta quinta-feira aos representantes das Instituições Públicas Fundadoras da Associação de Música, Educação e Cultura (AMEC), que tutela a Metropolitana de Lisboa, o CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual afirma apoiar o documento elaborado pela Comissão de Trabalhadores da AMEC intitulado “Acreditamos na Metropolitana”, que considera ser “um guia para a viabilização da instituição de uma forma moralmente aceitável”.

O CENA defende que “a actual Direcção não tem condições para continuar ao serviço da Metropolitana devido à sua conduta imoral e chantagista junto dos seus trabalhadores e devido à incapacidade demonstrada ao longo do seu mandato, em encontrar soluções de viabilização da instituição”.

No documento endereçado aos representantes das Instituições Públicas Fundadoras da AMEC, entre os quais as secretarias de Estado da Cultura e do Turismo, o Ministério da Educação e Ciência e a Câmara de Lisboa, a estrutura sindical afirma ainda não aceitar “que esta Direcção esteja a receber instruções dos Representantes dos Fundadores para implementar medidas ilegais, de uma forma deliberada e intencional”.

O CENA lamenta que a reunião dos Fundadores da Metropolitana, que inclui a Orquestra Metropolitana e três escolas de música, agendada para esta sexta-feira, não tenha sido “precedida de contactos com os trabalhadores, tal como tinha sido prometido pela Drª Catarina Vaz Pinto, presidente do Conselho de Fundadores da AMEC e vereadora da Cultura da CML”.

O CENA exige “que a ilegalidade da redução salarial seja anulada e que os subsídios de Férias e de Natal do ano 2011 sejam imediatamente liquidados” e apela à tomada de “medidas urgentes que possam dotar a AMEC da capacidade de fazer frente à situação presente”.

No que respeita ao estudo de viabilização da AMEC a ser promovido pelo ISCTE-IUL, o CENA avança que “os estudos que se possam efectuar tendo em vista a viabilização da AMEC, não podem ter como interlocutor privilegiado e organizador a actual Direcção, por a mesma constituir em si uma parte significativa do problema”.

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PDF icon Comunicado_CENA-Fundadores.pdf116.41 KB
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