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Orquestra Metropolitana: Trabalhadores vão entregar carta ao presidente da Câmara de Lisboa

Nesta segunda feira pelas 11 horas, os trabalhadores da Orquestra Metropolitana de Lisboa vão entregar a António Costa uma carta e um plano de viabilização. Os trabalhadores denunciam a situação financeira caótica da instituição e lutam pela imediata reposição dos salários e subsídios (Férias e Natal de 2011!), que lhes foram cortados.

Trabalhadores alertam para a imperativa necessidade de resgatar a Orquestra Metropolitana de Lisboa da gravíssima situação em que se encontra

A Orquestra Metropolitana de Lisboa é tutelada pela AMEC (Associação de Música, Educação e Cultura), que inclui a Academia Nacional Superior de Orquestra, o Conservatório e uma Escola Profissional de Música, e tem entre os seus promotores e fundadores as secretarias de Estado da Cultura e do Turismo, o Ministério da Educação e Ciência, a Câmara de Lisboa, bem como as edilidades da Lourinhã, do Cartaxo e de Sesimbra, entre outras.

Segundo o CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espetáculo e do Audiovisual, a situação da AMEC é muito delicada, tendo alertado já há alguns meses para “o estado de rutura” que nela se verifica. “O buraco orçamental é de cerca de quatro milhões de euros”, diz o sindicato em comunicado e Luís Cunha do Cena declarou à agência Lusa que receia 

“pela continuidade da AMEC”, que por este caminho “Não chega até ao verão”.

O CENA denuncia que a direção da AMEC, presidida pelo Maestro Cesário Costa, “não encontra outra solução para resolver este problema, que não seja o corte nos salários dos e das trabalhadoras”. Além disso, referem que a direção da AMEC “tem vindo a atuar de forma intimidatória, chantagista e com ameaças de despedimento sumário e represálias para os trabalhadores e trabalhadoras que não aceitam assinar o acordo de redução salarial”.

O CENA e a CT da Metropolitana recusam 
os cortes que a direção impõe e têm procurado outras formas de viabilização em “reuniões com alguns promotores da instituição e com agentes políticos” e estão “em vias de concluir um documento que o demonstra”.

No entanto, o CENA e a CT não têm conseguido ser recebidos por ninguém da tutela, nem pelo secretário de Estado da Cultura, nem por nenhum dos outros organismos governamentais que são também fundadores ou promotores da AMEC.

Por isso, o CENA e a CT da Metropolitana vão estar nesta segunda feira às 11 horas na Câmara Municipal de Lisboa para entregarem ao Presidente da Câmara e Presidente do Conselho de Fundadores da AMEC, António Costa, “em mão uma carta” “solicitando resposta do seu executivo aos nossos reiterados pedidos de audiência e alertando para a imperativa necessidade de resgatar a METROPOLITANA da gravíssima situação em que se encontra”, segundo referem em comunicado.

Os trabalhadores da Metropolitana exigem:

“- a demissão da Direção da METROPOLITANA;



- uma reunião com carácter de urgência com os promotores da instituição;



- a imediata reposição dos salários e subsídios (Férias e Natal de 2011 !) cortados aos e às trabalhadoras.

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