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Mais 300 milhões para o BPN

Segundo o jornal “Público” deste sábado, o Estado ainda terá de desembolsar mais 300 milhões de euros para o BPN, pois o acordo de venda, que não é conhecido integralmente, prevê ainda um empréstimo da CGD nesse montante. A ser verdade, o gasto com o BPN ultrapassará largamente os 5.500 milhões de euros.
Foto de Paulete Matos

Para além dos 767 milhões de euros que o Governo acaba de meter no BPN, pelo acordo para a sua venda ao BIC, o jornal “Público” noticia que o Governo se comprometeu com mais um empréstimo de 300 milhões de euros da CGD ao BPN, a três anos e a uma taxa de juro igual à Euribor, sem qualquer spread (ou seja, sem que o banco público ganhe alguma coisa com o negócio). Este empréstimo estará a ser analisado pelas autoridades europeias, pois poderá ser considerado como uma ajuda pública ao grupo financeiro BIC/BPN.

Em declarações ao jornal, o presidente do BIC, Luís Mira Amaral, recusou-se a comentar e as Finanças governamentais disseram que “não está prevista nenhuma linha de crédito da CGD a custo nulo”, o que não desmente a operação, uma vez que se tratará de um empréstimo do banco público a 3 anos, à taxa de juro da Euribor e sem spread.

Nesta semana, a maioria parlamentar PSD chumbou, na Assembleia da República, uma comissão parlamentar de inquérito à venda do BPN proposta pelo Bloco de Esquerda. O jornal “Público” noticia a possibilidade de se vir a constituir uma Comissão de Inquérito potestativa. Para esta hipótese ser possível será necessária uma proposta nesse sentido subscrita por, pelo menos, 46 deputados. Uma vez que PS, PCP, Verdes votaram favoravelmente a proposta do Bloco de Esquerda, a hipótese não está excluída e não poderia ser impedida pela maioria PSD/CDS. Em declarações ao jornal, o deputado João Semedo do Bloco de Esquerda diz que “ainda tem de se ver como se continua o processo”, sublinhando que para o Bloco de Esquerda “este não é um assunto encerrado”.

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