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RDP: Bloco quer esclarecer contradições sobre extinção do programa 'Este Tempo'

Esta quarta-feira, o Provedor do Ouvinte afirmou, durante a audição no parlamento requerida pelo Bloco, que “tudo indicia que houve um ato prepotente e arrogante por parte de quem tinha a decisão de acabar com o programa" 'Este Tempo', considerando que se tratou, inclusive, de um ato ilícito. Bloco quer voltar a ouvir o diretor de Conteúdos da RTP.
O caso do fim do programa "Este Tempo" provocou insatisfação nos jornalistas da rádio pública.

As declarações proferidas esta terça-feira por Ricardo Alexandre, antigo diretor-adjunto de Informação da RDP, durante a audição na Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, deixam bem claras as contradições entre o seu depoimento e aquele já prestado por Luís Marinho, diretor geral de Conteúdos da RTP.

Luís Marinho terá alegado que o fim do programa 'Este Tempo' já estava previsto e que não constituía, portanto, uma retaliação contra as críticas que aí emitiu o colunista Pedro Rosa Mendes (PRM) sobre o programa "Reencontro" de Fátima Campos Ferreira. Esta versão foi, aliás, corroborada por Rui Pêgo, diretor de Programação da RDP, que terá garantido no Parlamento que "a decisão partilhada" de acabar com o programa foi tomada no dia 11 de janeiro.

Todavia, Ricardo Alexandre terá afirmado, perante os deputados que compõem a Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação, que o ex-diretor de Informação da RDP, João Barreiros, terá, no dia 24 de janeiro, alegado perante a sua equipa de sub-diretores que o diretor geral de Conteúdos da RTP teria exigido a extinção deste programa devido à crónica de Pedro Rosa Mendes sobre Angola.

Esta mesma versão terá sido apresentada pelo ex-diretor de Informação da RDP ao próprio Ricardo Alexandre no dia anterior.

No dia 25 João Barreiros, durante a reunião semanal da direção, terá, contudo, alterado a sua versão. Segundo Ricardo Alexandre, o ex-diretor de Informação da RDP “já não falava de Angola e de Luís Marinho, mas dizia ter sido uma decisão individual”.

Ato prepotente e arrogante”

Durante uma audição realizada esta quarta-feira, o Provedor do Ouvinte Mário Figueiredo afirmou que considera “principalmente depois da audição de ontem - e ainda que isso já tivesse sido referido no meu programa -, que tudo indicia que houve um ato prepotente e arrogante por parte de quem tinha a decisão de acabar com o programa".

Mário Figueiredo defende ainda que podemos estar perante um ato ilícito. "Há nos depoimentos várias contradições; há meias verdades; há insinuações. Tudo isto configura um plano de suspeição", avança o Provedor.

Bloco pede nova audição com Luís Marinho

Mediante as inúmeras contradições que têm vindo a lume neste caso, o Bloco considera imperativo garantir o esclarecimento cabal de todos os factos que rodeiam este processo, pelo que irá solicitar esta quarta-feira uma nova audição com o diretor geral de Conteúdos da RTP, Luís Marinho.

O Bloco aguarda ainda o agendamento da audição por si requerida com Miguel Relvas, Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

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