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Governo pede dados sobre funcionamento de centros de saúde

O Governo diz que não pediu, como costuma fazer nos dias de greve, dados sobre o funcionamento dos serviços de saúde, mas uma circular divulgada pelo deputado João Semedo demonstra que o Governo “foi apanhado em falso e que está a agir de má-fé”, pretendendo intimidar os funcionários.
Foto de Paulete Matos

O Governo, à semelhança do que costuma efetuar nos dias de greve, está a solicitar dados sobre as consultas e atos médicos realizados e desmarcados em todas as unidades de saúde. A informação consta de uma matriz, enviada pela secretaria-geral do ministério da Saúde, onde se pode ler que o chefe de gabinete do ministro da Saúde pretende ter acesso aos “dados relativamente ao funcionamento global dos serviços”.

Em declarações ao Público, o assessor de imprensa do ministério da Saúde indicou que, não se tratando de um dia de greve, não foram recolhidos dados sobre o funcionamento dos centros de saúde.

No entanto, e ao contrário do que diz o Governo, a matriz existe mesmo e foi enviada para os serviços de saúde – como se pode ver aqui. Para o deputado João Semedo, que divulgou a matriz que desmente o desmentido do Governo, a “forma tosca” como o ministério da Saúde está a tentar encobrir os dados que exigiu aos centros de saúde mostra que “foi apanhado em falso e que está a agir de má-fé”.

“O Governo pretende pressionar e intimidar os profissionais de saúde”, diz o deputado João Semedo. “O bom funcionamento da Administração Pública não se constrói assim”, diz o deputado do Bloco, alertando para a hipóteses destes dados terem como finalidade “ser utilizados noutro momento” para “estimular e promover uma má imagem junto da população” em relação aos profissionais de saúde.
 

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