Primeiro-ministro insultou todos os cidadãos

07 de February 2012 - 16:27

Passo Coelho insultou os portugueses quando lhes pediu para serem menos piegas. “Piegas”, diz Francisco Louçã, é um Governo que corta salários e oferece um banco a um “ex-ministro do PSD e ao governo angolano”. As declarações foram efetuadas no Hospital Garcia da Horta, onde o Bloco mostrou o seu desacordo com a reorganização hospitalar da área de Lisboa.

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O primeiro-ministro insultou os portugueses “que lutam contra o empobrecimento”, imposto pelas políticas do Governo, ao dizer que devem ser “menos piegas”. Para Francisco Louçã, “nem no Carnaval se permite uma brincadeira destas porque não se pode esperar que ninguém leve a mal”.

“Piegas”, adiantou o deputado do Bloco de Esquerda, é um governo que “diz que o BPN vale 40 milhões e lhe dá 600 milhões por pieguice em relação a um ex-ministro do PSD e ao governo angolano que vai ficar com o banco”.

As declarações de Louçã, efetuadas à margem de uma visita com João Semedo ao Hospital Garcia da Horta, surgem depois do primeiro-ministro ter pedido aos portugueses para serem “menos piegas”, “mais exigentes” e “menos complacentes”.

Esta “pieguice com a desigualdade” contrasta com os “insultos” que são “o empobrecimento, o corte nas pensões, o aumento do preço dos transportes, e um milhão de pessoas sem emprego, grande parte dos quais sem apoio”.

Para o coordenador da comissão política do Bloco, esta dualidade de critérios merece uma resposta “sem hesitação”. A luta social, contra a política da austeridade permanente, é o palco escolhido pelo Bloco “para apresentar alternativas e combater a degradação das condições de vida”, numa alusão à presença do Bloco na manifestação convocada pela CGTP para o próximo sábado no Terreiro do Paço.

Bloco critica reorganização da rede hospitalar da Área Metropolitana de Lisboa

Depois de terminada a reunião com a administração do Hospital Garcia da Horta, o deputado João Semedo criticou a forma como está a ser conduzida a reorganização da rede hospitalar da Área Metropolitana de Lisboa, apontando o caso do hospital de Almada - que vai diminuir a capacidade das urgências e encerrar várias valências e especialidades.