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Hungria – a extrema-direita no poder

A nova Constituição consagrou a Hungria sob o “signo de Deus”. O embrião é considerado um “ser humano” e só é reconhecido o casamento entre homem e mulher. A austeridade é decretada na lei, o imposto progressivo sobre o rendimento foi abolido e foi instaurada a taxa única, beneficiando os ricos enquanto os pobres são criminalizados. Dossier organizado por Carlos Santos.

Neste dossier, em que procuramos divulgar análises de autore/as da Hungria, salienta-se que é o primeiro país da Europa a criminalizar e prender os pobres, num regime que há quem classifique como uma tentação da teocracia neoliberal. No combate à extrema-direita alerta-se: Contra Orbán, sim; com o estrangeiro, não! Aborda-se o que significa a Hungria sob o signo de Deus, oficialmente... e porque se poderá falar de Orbanistão e da queda da Terceira República Húngara.

Ainda neste dossier, uma análise à nova Constituição que “põe em causa os estatuto básico dos direitos humanos” e o caso das vítimas das lamas vermelhas.

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Resto dossier

Hungria – a extrema-direita no poder

A nova Constituição consagrou a Hungria sob o “signo de Deus”. O embrião é considerado um “ser humano” e só é reconhecido o casamento entre homem e mulher. A austeridade é decretada na lei, o imposto progressivo sobre o rendimento foi abolido e foi instaurada a taxa única, beneficiando os ricos enquanto os pobres são criminalizados.
Dossier organizado por Carlos Santos.

Hungria: No feriado do amor

A Hungria é o primeiro país da Europa a criminalizar e prender os pobres, usando coerção policial contra o, único, “crime” de se ser pobre. Artigo de Ferge Zsuzsa, professora de Sociologia, publicado em 24 de dezembro de 2011

Hungria: a tentação da teocracia neoliberal

O poder político húngaro esforça-se por instaurar um regime teocrático – a ordem social deveria ser, aos seus olhos, uma ordem moral judaico-cristã fundamentalista – que mistura nacionalismo, autoritarismo e neoliberalismo. Por Attila Jakab.

Contra Orbán, sim; com o estrangeiro, não!

Os cidadãos da Hungria não deram, nem podem dar, um mandato às potências ocidentais para estas mudarem a política do seu país. Impor a democracia por meios antidemocráticos com origem no exterior não se justifica e a experiência mostra que não é eficaz. Por Gáspár Miklós Tamás

A Hungria sob o signo de Deus, oficialmente...

Com a nova constituição que entrou em vigor a 1 de janeiro deste ano, o governo de Viktor Orbán tenta impor uma capa de chumbo ideológico a um país que ele teme que lhe escape... No entanto, tem poucas hipóteses de sucesso. Por Corentin Léotard do site hu-lala.org

Bem vindo ao Orbanistão!

Uma pergunta lancinante é repetidamente feita nos debates: Como é que o melhor aluno do bloco comunista, a mais promissora democracia jovem dos anos 90, pôde mudar hoje para o autoritarismo? Por Vincze Szabo.

A queda da Terceira República Húngara 1989-2011

Desde o dia de Ano Novo, a Hungria já não é oficialmente uma república. A nova constituição erige-se como a base para uma revisão por atacado do sistema judicial, da regulação dos meios de comunicação, das leis do emprego, da educação e do sistema eleitoral. Por Carl Rowlands.

A Terceira Onda – A Nova Constituição da Hungria

Neste texto, o Instituto de Política Eotvos Karoly, a União Húngara para as Liberdades Civis (UHLC) e o Comité Helsinki Húngaro (CHH) analisam a nova “Lei Fundamental” da Hungria, considerando que “põe em causa a competição política democrática”, “diminui o nível de proteção dos direitos fundamentais” e salienta que “a adoção da Lei Fundamental será apenas o início de processo de construção, não o seu fim”.

O regresso dos anos 1930?

Referindo-se aos “valores cristãos”, a nova Constituição retorna, de facto, à ditadura nacional-conservadora do Almirante Miklós Horthy (1919-1944). Por Hans-Peter Renk

Vítimas húngaras das lamas vermelhas ganharam voz: “Vivemos numa prisão”

As famílias tiveram voz pela primeira vez num espaço que lhes foi proporcionado pela eurodeputada Marisa Matias no Parlamento Europeu e os seus relatos revelaram uma situação escabrosa numa União Europeia que se proclama, a todo o momento, campeã de direitos humanos.