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Francisco Louçã: “Estou certo que Carvalho da Silva continuará a participar na reflexão e na ação da esquerda”

“Estes anos em que Carvalho da Silva dirigiu a CGTP foram muito importantes para o sindicalismo português” salientou Francisco Louçã, considerando “que lhe devemos agradecer e sublinhar o papel que ele teve nesse contexto”.
Francisco Louçã destaca o papel de luta e unidade de Carvalho da Silva – Foto de Paulete Matos

Em declarações à agência Lusa, Francisco Louçã disse: “Estes anos em que Carvalho da Silva dirigiu a CGTP foram muito importantes para o sindicalismo português porque trouxeram o sindicalismo para uma reflexão profunda sobre o trabalho e sobre a sociedade em que ele participou intensamente e, sobretudo, num esforço de juntar, de fazer convergir de uma forma unitária e expressiva um grande movimento social que é o movimento dos trabalhadores”.

Carvalho da Silva deixará de ser secretário-geral no XII Congresso da CGTP, que tem lugar sexta feira e sábado, depois de ter estado à frente da central sindical durante os últimos 25 anos.

Francisco Louçã frisa: “No ano em que novas formas de despedimento, embaratecimento do trabalho, de precarização e de flexibilização se tornam uma espécie de código genético da vida dos portugueses, esta luta pela democracia, esta exigência do respeito da dignidade da trabalhadora e do trabalhador, dos mais jovens e dos mais velhos, é absolutamente essencial e Carvalho da Silva foi uma figura central em todo este combate. E agora que termina o seu mandato, acho que lhe devemos agradecer e sublinhar o papel que ele teve nesse contexto”.

Questionado sobre o futuro político de Carvalho da Silva, o coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda respondeu que será “o que ele escolher”. “É um cidadão livre e pode fazer qualquer escolha sobre a sua intervenção”, sublinhou Francisco Louçã, acrescentando depois: “Estou certo de que continuará a participar na reflexão e na ação política, sindical, da esquerda, da luta contra a globalização selvagem que estamos a viver para que Portugal possa responder em termos da democracia e de direitos das pessoas”.

Questionado se Carvalho da Silva poderia ser um homem capaz de reunir consensos à esquerda, o dirigente do Bloco de Esquerda respondeu: “Carvalho da Silva teve um papel importante no sindicalismo português para juntar. A última greve geral, que foi uma greve tão importante, juntou todos os sindicatos e hoje quando se constata que a UGT apoiou esta facada nas costas dos trabalhadores que é facilitar os despedimentos, embaratecer o trabalho, retirar dias de férias, promover a precariedade, mais importante ainda são as vozes que defendem juntar todos os trabalhadores, todas as vítimas desta selvajaria.”

“Carvalho da Silva teve sempre este esforço, essa intenção, essa vontade. E isso é muito importante e foi muito importante na vida dele e foi muito importante no contributo que ele deu. Espero que continue a dar um contributo no mesmo sentido”, destacou ainda Francisco Louçã.

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