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Metro de Lisboa vai parar a 2 de fevereiro

Num plenário muito participado, 400 trabalhadores do Metropolitano de Lisboa decidiram a adesão à greve dos transportes de 2 de fevereiro. Durante a tarde, uma manifestação da Interjovem percorreu alguns pontos negros da precariedade laboral em Lisboa.
Interjovem mobilizou-se esta quarta-feira para denunciar precariedade em Lisboa. Foto Helena Figueiredo

"Além da greve de 24 horas [no dia 2 de fevereiro] e da participação na manifestação convocada pela CGTP para 11 de fevereiro, os trabalhadores admitem voltar a marcar outros dias de luta", afirmou Paulo Machado à agência Lusa.

Na moção aprovada no plenário, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa contestam o corte nas despesas operacionais na empresa e "a proibição de repor o efetivo em falta, quer contratando novos trabalhadores quer proibindo a reclassificação". "Os trabalhadores não estão de acordo. Entendem que não devem ser eles a pagar a crise porque não foram eles que a criaram", afirmou o dirigente sindical da a FECTRANS (Federação de Sindicatos dos Transportes e Comunicações).

"Assistimos a um aumento excessivo no preço dos nossos títulos de transporte, tentando fazer passar a ideia na Opinião Pública que esses aumentos resultam dos elevados vencimentos dos trabalhadores", diz a moção aprovada, que acusa o Governo de "total falta de respeito para com os trabalhadores e os seus representantes" por se ter recusado a reunir com eles para debater as propostas que tem para o setor.

Os trabalhadores reclamam ainda "o pagamento integral dos subsídios de Férias e Natal e a reposição do valor retirado do seu salário, no respeito pelo que se encontra legalmente estabelecido e resulta de processos negociais desenvolvidos" e apelam aos cidadãos para que "compreendam e integrem as lutas contra os roubos declarados aos utentes e aos trabalhadores, através de subterfúgios economicistas que apenas beneficiam os interesses do grande capital financeiro".

A tarde de quarta-feira ficou também marcada pelo protesto da Interjovem, que reuniu mais de uma centena de ativistas num roteiro pelos pontos negros da precariedade na capital.   

Ouvido pela Antena 1, João Barreiros explicou que o percurso da manifestação iniciou-se no Corte Inglês, para denunciar "a tentativa de descartar 300 trabalhadores", passando ainda pela Maternidade Alfredo da Costa, "para denunciar o desemprego e a precariedade no setor da saúde" e por um call center que trabalha para a EDP e "onde os trabalhadores passaram a efetivos após uma luta apoiada pelo sindicato em março de 2010".  

O cortejo passou ainda pelo Regimento de Sapadores de Bombeiros e pelo call center da Teleperformance, antes de concluir a marcha junto ao Centro de Emprego do Conde Redondo. "Com a luta é possível conseguirmos melhores condições de trabalho" foi a mensagem deixada pela Interjovem à porta destes locais de trabalho.

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