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Guimarães: Marcha contra o desemprego e o aumento do horário de trabalho

Convocada pela USB/CGTP, teve lugar hoje uma marcha de trabalhadores do Vale do Ave, entre Nespereira e Guimarães, que contestou as medidas do acordo de concertação entre governo, patronato e UGT.
Foto de Luís Peixoto

No dia da abertura oficial da Guimarães 2012 - Capital Europeia da Cultura, milhares de trabalhadores dos sectores têxtil e vestuário, calçado, função pública,comércio e serviços, entre outros, ocuparam no final da marcha a Praça do Toural, no centro da cidade, para tornarem claro que não é possível um projeto europeu democrático sem que o país e a Europa enfrentem o desemprego e tenham uma verdadeira política social.

O caminho da austeridade, da retirada de direitos e de corte direto e indireto nos já baixos salários dos trabalhadores do Vale do Ave foi rejeitado pelos manifestantes nas suas palavras de ordem, ao longo da marcha que percorreu mais de 10 quilómetros até ao coração de Guimarães.

Carvalho da Silva, secretário-geral da CGTP-IN, referiu, no final da marcha, que "a receita deles é a mesma que aplicaram na Grécia. Se nós nos submetermos às imposições da Troika caímos num descalabro muito grande e é por isso que é preciso mudar. A luta dá resultados. Foi extraordinariamente importante a luta contra a tentativa de imposição de duas horas e meia de trabalho forçado e temos que denunciar que o que está plasmado em concertação social é um conjunto de intenções que levarão Portugal ao retrocesso".

Participaram nesta iniciativa os dirigentes do Bloco Pedro Soares e Catarina Martins, que prestaram toda a solidariedade com os sindicatos e com esta marcha que trouxe para a rua  e para a luta mais de 2 mil trabalhadores e trabalhadoras.  

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