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Banco Público de Células Estaminais corre risco de fechar

O Banco Público de Células Estaminais do Cordão Umbilical (Lusocord) poderá ser encerrado caso não se garanta a renovação dos contratos dos dois últimos funcionários desta instituição e não se garanta a resolução da sua situação financeira.
Neste momento, o Lusocord só conta com dois trabalhadores.

O banco, que atualmente funciona no Centro de Histocompatibilidade do Norte, organismo que o governo determinou passar para a alçada do novo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), tem funcionado de forma bastante condicionada, já que não contou, durante os 2 anos de atividade, com qualquer tipo de apoio estatal, apesar do Orçamento do Estado para 2011 já ter contemplado uma verba de 2 milhões de euros para este efeito.

Neste momento, o Lusocord encontra-se numa situação de absoluto impasse, na medida em só conta com dois trabalhadores, o que tem impedido que as 7.000 amostras já recolhidas fiquem definitivamente tratadas para serem disponibilizadas aos doentes.

A diretora do Banco Público de Células Estaminais do Cordão Umbilical partilhou com a Lusa a sua preocupação face à incerteza quanto ao futuro dos dois trabalhadores. “Não sei se vão ter o contrato renovado ou se acontece o mesmo que aconteceu aos outros que foram saindo no final dos seus vínculos”, alertou Helena Alves.

A problemática vivida por este banco já deu origem a uma petição (petição pelo financiamento do LusoCord), na qual é solicitada uma “imediata resolução quanto ao financiamento e pessoal, que permita a operacionalização do Banco Público de Células Estaminais do Cordão Umbilical”.

O Lusocord permite não só tratar doentes com leucemia, aplasias medulares e outras doenças fatais com necessidade de transplante, como pode ainda disponibilizar amostras para a investigação de tratamento de doenças graves como as doenças coronárias, diabetes, alzheimer, parkinson, paralisias cerebrais e doenças autoimunes, entre outras, .

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