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António Pinto Leite defende perda de direitos laborais

António Pinto Leite, presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores, e que foi vice-presidente do PSD quando Durão Barroso liderava o partido, defende a flexibilização da legislação laboral, um alargamento ainda maior do leque de motivos legais de despedimento e a redução salarial.
FOTO ANDRE KOSTERS/LUSA

António Pinto Leite, que também foi presidente da Comissão Política Distrital de Lisboa do PSD, entre 1988 e 1990, e que só deixou o conselho nacional do partido durante a liderança de Manuela Ferreira Leite, afirmou, em entrevista ao jornal i, que ainda “falta lançar um conjunto de outras reformas estruturais, como a da administração pública, a da justiça, a da lei da concorrência, a legislação do arrendamento e alguma flexibilização no domínio da legislação laboral”.

O presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores, que defende que “o amor ao próximo é um critério de gestão” considera que deve existir um alargamento ainda maior do leque de motivos legais de despedimento, abrangendo, nomeadamente, os trabalhadores que não cumpram os objetivos definidos pelas empresas.

Esta é, segundo António Pinto Leite, uma medida “justa socialmente”, sendo que “é bom tirar muitos portugueses da sua zona de conforto”.

O ex-vice presidente do PSD também advoga que a legislação laboral deveria ser alterada para permitir às empresas baixarem salários. “Afinal, é o que já se passa na realidade. A realidade ultrapassa as leis”, avançou.

Para António Pinto Leite, “o derrotismo e o pessimismo de tantos portugueses estão a destruir valor todos os dias”. “Em vez de andar deprimido, Portugal devia concentrar os seus recursos em atrair países como a China e a Índia”, recomenda o gestor cristão.

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