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Bloco denuncia "distribuição discricionária de prémios" de 35 mil euros na Águas do Porto

Após reunir com a Comissão de Trabalhadores da empresa, o deputado do Bloco João Semedo condenou esta semana a "distribuição discricionária de prémios, incentivos e horas extraordinárias” na Águas do Porto, que chegam a atingir os 35 mil euros mensais.
O deputado frisou ainda que o Bloco denuncia e condena a perseguição aos trabalhadores “que têm procurado corrigir as regularidades na Águas do Porto e sobretudo dar-lhes transparência” e que têm sido “sujeitos a processos disciplinares".

"Verificam-se situações que nos parecem muito graves e irregulares. Sobretudo porque, não existindo nenhuma comissão de avaliação do desempenho dos trabalhadores, há uma distribuição completamente discricionária de prémios, incentivos e horas extraordinárias que beneficiam alguns trabalhadores sem ninguém perceber quais as razões e quais os critérios que justificam essa distribuição", denunciou o deputado João Semedo após ter reunido com uma comissão de trabalhadores da empresa municipal Águas do Porto, onde também esteve presente José Castro, deputado municipal do Bloco no Porto.

Em prémios, incentivos e horas extraordinárias, alguns funcionários chegam a auferir 35 mil euros mensais, cuja atribuição está a cargo "de um único responsável da empresa, neste caso concreto de Poças Martins", realçou o deputado bloquista à agência Lusa.

João Semedo lamentou que a administração da Águas do Porto não preste “nenhuma informação aos trabalhadores” e que não exista, nesta empresa, “nenhuma transparência sobre esta distribuição de prémios, incentivos e horas extraordinárias". A esta realidade acresce, segundo o dirigente do Bloco, a "natureza do contrato" estabelecido entre a câmara e a empresa municipal, cujo presidente do conselho de administração é o vereador Álvaro Castello-Branco, sendo que "quem de facto gere a empresa é Poças Martins".

O deputado frisou ainda que o Bloco denuncia e condena a perseguição aos trabalhadores “que têm procurado corrigir estas irregularidades e sobretudo dar-lhes transparência” e que têm sido “sujeitos a processos disciplinares".

Para João Semedo, "tudo isto põe de rastos a imagem que Rui Rio tem procurado fazer de si próprio", ou seja, "toda aquela imagem de um presidente e de uma câmara rigorosa, transparente, com critérios de competência e bons desempenhos, respeito pelo mérito".


 

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