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Venda da EDP à China é "inaceitável", diz Bloco

O negócio da venda de 21,35% do capital da EDP a uma empresa de capitais públicos chineses significa que o Governo desistiu de ter papel num sector tão estratégico como é a energia", defendeu a deputada bloquista Mariana Aiveca.
Mariana Aiveca lamenta que esteja "tudo à venda em Portugal"

Para o Bloco de Esquerda, com este negócio "cai como um baralho de cartas o argumentário do Governo segundo o qual era uma imposição de Bruxelas o país não poder ter participação pública" na EDP.

"Ficamos agora a saber que é exatamente uma empresa chinesa, de capitais públicos, que vai ter interferência num sector estratégico como o da energia. Estamos perante uma posição incompreensível e inaceitável, ainda mais grave porque se trata de uma empresa chinesa, de um país em que o regime ditatorial é efetivamente uma realidade", sublinhou Mariana Aiveca em declarações à agência Lusa.

Para o Bloco, é "incompreensível" e "inaceitável" que o Governo tenha vendido parte do capital da EDP à Three Gorges Corporation e Mariana Aiveca lamentou ainda que se encontre "tudo à venda em Portugal". "No caso concreto da EDP, isto significa que o Governo desistiu de ter papel num sector tão estratégico como é a energia", declarou a dirigente do Bloco de Esquerda.

Em comunicado ao regulador do mercado, a Parpública, empresa gestora de participações públicas, anunciou que “a referida alienação será efetuada pelo preço global de 2,69 mil milhões de euros, incorporando um prémio de 53,6 por cento em relação ao preço de mercado no dia 21 de dezembro”, quando a EDP fechou a valer 2,246 euros por acção.

O governo preteriu as candidaturas do grupo alemão E.ON e das empresas brasileiras Eletrobras e Cemig. Os chineses da Three Gorges prometem construir uma fábrica de aerogeradores, asseguram um financiamento de dois mil milhões ao seu projecto e outro no mesmo valor mas ainda sem garantias, e mantêm António Mexia na presidência da empresa.

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