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“É preciso parar o negócio ruinoso da construção da barragem do Tua”

A deputada Catarina Martins declarou nesta quarta feira que a barragem é um desastre para o país, tal como todo o Plano Nacional de Barragens e salientou que “ a construção da barragem do Foz-Tua implica a perda de classificação como património da paisagem protegida do Douro”.
Protesto de associações ambientalistas em frente à EDP, 6 de dezembro de 2011 - Foto de Catarina Oliveira

"É preciso dizer que a barragem do Foz-Tua tem uma capacidade mínima de produção de energia, portanto, não é necessária, não precisamos da barragem, e é uma barragem que do ponto de vista económico é um desastre para o país, que nos fica caríssima, todo o Plano Nacional de Barragens é um desastre para o país", declarou nesta quarta feira a deputada Catarina Martins do Bloco de Esquerda em conferência de imprensa.

"O que sabemos hoje é que a construção da barragem do Foz-Tua implica a perda de classificação como património da paisagem protegida do Douro, o BE tinha vindo a alertar para esta situação, nós fizemos vários projetos de resolução contra o Plano Nacional de Barragens, mas também no que diz respeito ao património e às obrigações da tutela da Cultura", lembrou a deputada.

O jornal Público divulgou nesta quarta feira um relatório da associação ICOMOS, que refere que a construção da barragem terá "um impacto irreversível e ameaça o valor excecional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO]".

A deputada do Bloco, que esteve presente nesta terça feira no protesto que duas dezenas de associações ambientalistas fizeram ontem em frente à EDP, exigindo a paragem da construção da barragem do Foz Tua, questionou ainda: "Destrói o ambiente, a paisagem, o património cultural, porque é não se há-de parar? Porque é que quando estamos a ver um desastre temos de andar mais depressa?"

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