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Pedro Passos Coelho: “Não tenho medo de greves”

O primeiro ministro português afirmou este domingo que tudo fará para alterar a lei laboral e que o governo irá ainda mais longe do que o que foi acordado com a troika. “Nós vamos pagar as nossas dívidas. Quando digo nós, digo o país”, frisou Pedro Passos Coelho.
Passos atento a Merkel. Foto de Tobias Kleinschmidt, EPA

Durante a cerimónia de aniversário da morte de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, Coelho afirmou que irá "travar todas as batalhas" para alterar uma lei laboral que só gera "desemprego e precariedade".

Com a actual legislação, existem "cada vez menos trabalhadores, porque aqueles que podem oferecer emprego têm medo de o fazer, a não ser em regime de recibo verde", defendeu Pedro Passos Coelho, adiantando que "o maior mito que se tem vivido na sociedade portuguesa é que não se pode mexer na legislação laboral para não afetar os direitos" dos trabalhadores.

"A quem serve este regime, que supostamente é extremamente avançado de direitos sociais? Que regime avançado é este que só gera desemprego, precariedade, recibos verdes ou contratos a termo? Temos medo das pressões, ou da contestação ou das greves que possam surgir? Eu não tenho!", adiantou ainda o primeiro ministro.

“Nós vamos pagar as nossas dívidas. Quando digo nós, digo o país”

Pedro Passos Coelho afirmou ainda que Portugal tem uma enorme dívida que “tem que se pagar”. “Há quem pense que não, mas as pessoas que são honradas e que, apesar dos problemas que possam ter tido, querem ser gente de confiança e de palavra, querem pagar as suas dívidas”, afirmou.

Para Pedro Passos Colho, “vergonha não é ter dívidas, é não colocá-las como prioridade quando as podemos pagar. Não devemos endossar essas dívidas para os ricos ou para os europeus”, avançou Passos Coelho em defesa de Angela Merkel ou Sarkozy. 

“Nós vamos pagar as nossas dívidas. Quando digo nós, digo o país”, frisou.

Governo irá mais além do que acordou com a troika

Referindo-se à acusação que feita ao seu executivo, no sentido de serem “mais troiketistas do que a ‘troika’”, Pedro Passos Coelho esclareceu: “o que está nesse memorando, e que foi negociado pelo Governo anterior, não esgota o que temos de fazer por nós próprios”.

“A ambição que temos, e que não está nesse memorando, e o que temos que fazer não é empurrados, é convencidos de que esse programa é de transformação da sociedade portuguesa com ou sem ‘troika’. É o caminho que temos de fazer para Portugal com todos os portugueses que não se resignam”, defendeu o primeiro ministro português.

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