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Vaga de indignação contra ministro da presidência do PSD

Miguel Relvas foi fortemente vaiado no congresso da ANAFRE. Metade dos delegados abandonou a sala durante o seu discurso. Reforma administrativa do governo foi rejeitada quase por unanimidade, sendo que apenas dois presidentes de Junta, que são deputados do PSD no Parlamento, se abstiveram.
Foto de Tiago Petinga, Lusa.

O ministro da presidência Miguel Relvas foi interrompido por diversas vezes durante o seu discurso de encerramento do congresso da Associação Nacional de Freguesias. Assim que o ministro entrou no espaço do congresso, os delegados presentes, de forma a demonstrarem a sua oposição face à proposta de reforma administrativa do governo, que prevê a extinção de uma elevado número de freguesias, gritaram “vai-te embora”, sendo que cerca de metade dos presentes abandonou o recinto.

Antes deste episódio, já havia sido votado, quase por unanimidade, um documento onde os autarcas rejeitam a proposta de reforma administrativa do governo.

Miguel Relvas justificou-se afirmando que as medidas em discussão decorrem "do memorando de entendimento assinado pelo anterior governo, num momento particularmente difícil, provocado pelo facto de não termos sido capazes de mudar no momento certo”. Quando o governo anterior assinou o acordo com a troika "estava prevista a extinção de freguesias, como estavam previstas outras medidas difíceis e delicadas que estão a ser cumpridas", adiantou Miguel Relvas.

Louçã considera que críticas são parte da "voz da democracia".

"É perfeitamente compreensível que haja uma grande indignação por manipulações anti-democráticas do contrato que está estabelecido entre os eleitos e os eleitores. É nesse sentido que a Greve Geral exprimiu de forma mais ampla na sociedade portuguesa a indignação de pessoas que nunca tinham participado em greves", afirmou Francisco Louçã durante uma conferência de imprensa que sucedeu aos trabalhos da Mesa Nacional do Bloco.

"Percebo perfeitamente essa vaga de indignação que pode ocorrer em qualquer tipo de reunião, em qualquer tipo de atividade na sociedade portuguesa, e ela tem que ser ouvida, e espero que o Governo perceba que com esta greve, com estes protestos, há uma indignação geral voz e que ela é voz da democracia", defendeu ainda Louçã.

O dirigente bloquista sublinhou que "até agora as direitas sempre prometeram progresso, sempre prometeram melhorias" e que "esta é a primeira vez que temos um governo das direitas com a maioria absoluta que só nos garante que tudo vai ficar pior".

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