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Bloco não aceita fim da Euronews em português

Com a reestruturação da RTP, o Governo pretende acabar com o serviço da Euronews em língua portuguesa. Catarina Martins pediu explicações a Miguel Relvas e os eurodeputados bloquistas querem saber se a Comissão Europeia está disposta a pagar parte do serviço, cobrindo a parte que a troika mandou cortar.
Fim da Euronews em português compromete a diversidade linguística nas emissões, acusam os eurodeputados do Bloco de Esquerda junto da Comissão Barroso.

Atualmente, a RTP contribui com dois milhões de euros por ano para a Euronews, na qual participam 23 estações de televisão. Este serviço noticioso é transmitido para 155 países em todo o mundo e a RTP foi uma das estações fundadoras.

"Uma das tarefas fundamentais do serviço público de rádio e televisão é a difusão da língua, pelo que a participação da RTP na Euronews é simultaneamente uma exigência da participação portuguesa na construção europeia e o cumprimento de uma exigência de serviço público", defendeu a deputada bloquista Catarina Martins na pergunta dirigida ao ministro dos Assuntos Parlamentares, que também tutela o setor audiovisual do Estado.

O Governo anunciou o fim do financiamento ao serviço Euronews por exigência dos cortes impostos pela troika, da qual faz parte a Comissão Europeia. Por isso, Miguel Portas e Marisa Matias dirigiram também um requerimento à Comissão, perguntando se o Governo português manifestou interesse em passar a financiar parcialmente a Euronews, cabendo a Bruxelas arcar com a parte da despesa que a troika mandou cortar.

Para o Bloco de Esquerda, cabe agora também à Comissão Europeia desenvolver medidas "para proteger a diversidade linguística na emissão", apoiando a continuação do serviço Euronews em português.  

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