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Passos Coelho pede “moderação salarial” para sector privado

Interrogado sobre a posição da troika no sentido de o sector privado proceder a reduções salariais, à semelhança do que acontece no sector público, o primeiro-ministro português frisou que “o sector privado em Portugal também tem uma dívida que precisa de ser paga”. Patrões pedem, por sua vez, aumento da carga horária laboral, medida já proposta pelo governo.
Foto de ANDRE KOSTERS/LUSA.

"Se queremos ganhar competitividade, temos entre outros custos de contexto de atender também ao custo unitário do trabalho e, portanto, à moderação salarial”, declarou Pedro Passos Coelho durante uma conferência de imprensa conjunta com o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, em Angola.

Passos Coelho sublinhou ainda que já existem, inclusive, “empresas que têm salários mais baixos que aqueles que existiram antes desta crise ter eclodido”.

O primeiro-ministro português reagiu desta forma às recomendações presentes no comunicado da missão conjunta da Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, emitido esta quarta-feira, e onde é defendido que, “a fim de melhorar a competitividade dos custos da mão-de-obra, os salários do sector privado deverão seguir o exemplo do sector público e aplicar reduções sustentadas”.

Pedro Passos Coelho lembrou também que, a agravar à diminuição salarial que já tem vindo a ser imposta no privado, o governo já propôs, em sede de concertação social, aumentar em meia hora por dia o período de trabalho.

Esta é, aliás, uma proposta bastante acarinhada pelo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, António Saraiva.

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