You are here

Bloco faz apelo à greve nos transportes

O Bloco de Esquerda iniciou o dia de mobilização para a greve geral com a distribuição de milhares de folhetos nos principais interfaces de transportes públicos em Lisboa. Seguiu-se uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal que discutiu a greve e os ataques que o Governo prepara para o setor.
Bloco de Esquerda prossegue ações de mobilização para a greve de 24 novembro.

"Aumentam os passes, cortam as carreiras e os horários, roubam o passe aos idosos e aos jovens", diz o folheto que foi distribuído esta quinta-feira aos utentes da CP, Carris Metro e Transtejo.  O folheto apela à greve geral para lutar também contra as propostas do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para reestruturar a rede de transportes públicos de Lisboa: o encerramento do Metro às 23h, o fim da rede da madrugada na Carris e de mais 14 carreiras de autocarros, bem como do histórico elétrico 18 que liga a Ajuda à baixa de Lisboa, os aumentos dos passes o fim do desconto para idosos e jovens, a redução da oferta e o aumento de tarifas nos comboios suburbanos ou o fim da ligação fluvial de Lisboa à Trafaria e Montijo.

Na mesma manhã, uma delegação do Bloco composta por Francisco Louçã, Catarina Martins e José Casimiro esteve na sede do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) numa reunião com dirigentes onde foi abordado o plano do Governo para fazer os utentes pagarem mais dinheiro por menos serviços e de pior qualidade.

A preparação da greve geral foi o ponto principal da agenda da reunião, que abordou a mobilização dos trabalhadores das empresas privadas de transportes. Foi igualmente sublinhada a convergência de opiniões entre o Bloco e o STRUP que se opõem à imposição de serviços mínimos a estes trabalhadores do dia 24 de novembro.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Greve geral 2011, Política
(...)