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“Governo e Junta Metropolitana condenam o Porto à pobreza”

Bloco acusa a Junta Metropolitana do Porto de estar numa posição de “aceitação submissa e subserviente” aos cortes que atingem a região. O OE'2012 é “uma desgraça para o Porto”, defende o deputado João Semedo.
João Semedo afirmou convictamente que “com as taxas de desemprego tão elevadas como as que existem na região do Porto, a suspensão dos investimentos públicos significa mais desemprego e a situação é dramática”. Foto Paulete Matos.

Em conferência de imprensa, no Porto, o deputado João Semedo acusou o presidente da Junta Metropolitana do Porto (JMP), Rui Rio, de ter “alimentando a expectativa de que o Porto, desta vez, seria mais atendido pelo poder central do que outras regiões”, apresentando a reunião da Junta com o Governo como um “acto de revolta contra o esquecimento do Porto”.

Para o Bloco, contudo, na prática, o resultado foi uma “frustração”, com “o Governo e o seu orçamento a encontraram um aliado” e a “condenarem o Porto à pobreza e ao atraso”, cita a Lusa.

“O Orçamento de Estado para 2012, aprovado pela maioria de direita que apoia o Governo, é uma desgraça para o Porto”, disse o deputado bloquista , sublinhando que “todos os principais investimentos que estavam projectados para a região são abandonados”.

João Semedo afirmou convictamente que “com as taxas de desemprego tão elevadas como as que existem na região do Porto, a suspensão dos investimentos públicos significa mais desemprego e a situação é dramática”.

Semedo apontou como mais significativos “dois investimentos que eram absolutamente determinantes para a economia local e para o emprego: um era a expansão do Metro, outro era a modernização da linha Porto-Vigo”. É “gravíssimo que se deixe a linha Porto-Vigo no estado miserável em que se encontra, à espera que alguém tome a decisão definitiva de a encerrar”, disse.

Em comunicado, o Bloco enunciou ainda outros investimentos que considera importantes para a região, como o adiamento dos novos hospitais de Gaia e Póvoa/Vila do Conde, a renovação de centros de saúde ou o desenvolvimento da rede de cuidados continuados, considerando ainda que “a própria construção do Centro Materno Infantil é posta em causa”.

“Seria legítimo haver alguma discriminação positiva”

O deputado bloquista considerou ainda que atendendo-se aos últimos anos, “tem havido perda de valor distribuído pelo Estado à região Norte e, em particular, à zona metropolitana do Porto, e por essa razão e pelo agravamento da crise social nesta região, seria legítimo haver alguma discriminação positiva”.

O Bloco defende que “sem investimento público não há crescimento económico nem combate ao desemprego e à pobreza” e lembrou que o empobrecimento forçado levou a que dos 311.988 requerentes do RSI, 97.345 residam no Porto, que apenas 45 por cento dos 251 mil desempregados na região Norte recebem subsídio de desemprego, que o salário médio da região desceu 1,8 por cento no último trimestre e que o financiamento da banca às empresas diminuiu 4,4 por cento no último ano.

Termos relacionados Orçamento do Estado 2012, Política
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