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Dias Loureiro lucrou mais de 8 milhões de euros com empresa que agora abre falência

O pedido de insolvência da empresa adquirida em 2000 pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN) deu entrada no Tribunal de Comércio de Lisboa. O ex-ministro do PSD e ex-administrador do BPN terá recebido mais de 8 milhões de euros pela venda da Plêiade.
Segundo João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda, “na realidade, Dias Loureiro vendeu uma opção de compra e não uma opção societária”, "ou seja, ganhou muito dinheiro sem investir nenhum”. Foto Lusa.

A Plêiade, empresa anteriormente detida por José Roquete, ex-presidente do Sporting, foi adquirida pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN) por 55 milhões de euros. Desse valor, 8,25 milhões foram pagos directamente a Dias Loureiro, ex-ministro do PSD e ex-administrador do BPN.

 O argumento utilizado por Dias Loureiro para justificar o montante recebido, e que se prende com a sua participação, em 15%, na empresa, assim como várias contradições nas suas declarações durante as audições promovidas pela comissão parlamentar que acompanhou o caso BPN, levantaram, contudo, sérias dúvidas.

 João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda, sublinhou, durante os trabalhos desenvolvidos pela comissão, que “na realidade, Dias Loureiro vendeu uma opção de compra e não uma opção societária”, "ou seja, ganhou muito dinheiro sem investir nenhum”. É mesmo um negócio de amigos, dada a sobrevalorização", avançou o deputado bloquista.

 O pedido de insolvência da Plêiade foi apresentado por um casal accionista da cimenteira CNE, actualmente insolvente, que alega ter sido prejudicado pelos novos donos da Plêiade, a quem atribui a responsabilidade de ter entregue a “CNE nas mãos da concorrência”, e a quem reclama 25 milhões de euros.

 A administração da Plêidade é acusada de gestão ruinosa e a empresa tem actualmente um passivo de 48 milhões de euros.

 

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