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O lado oculto da Apple

A morte de Steve Jobs desencadeou uma onda de panegíricos ao co-fundador da Apple, santificado como um visionário que mudou a vida das pessoas. Mas será que foi realmente isso? Quais foram as inovações de Jobs e quais os seus limites? Este dossier, coordenado por Luis Leiria, procura mostrar o outro lado da empresa da maçã.

O lado oculto da Apple, que sempre usou o lema da rebeldia – “Pense diferente” –, mas quando se viu em posição dominante usou práticas tão monopolistas quanto as do “Grande irmão” Microsoft. A empresa que pretende apresentar uma face politicamente correcta, mas não hesita em contratar empresas que usam trabalho semi-escravo para fabricar os seus gadjets high-tech. Steve Jobs, o visionário, que era um patrão intratável que humilhava os seus funcionários.

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O lado oculto da Apple

A morte de Steve Jobs desencadeou uma onda de panegíricos ao co-fundador da Apple, santificado como um visionário que mudou a vida das pessoas. Mas será que foi realmente isso? Quais foram as inovações de Jobs e quais os seus limites? Este dossier, coordenado por Luis Leiria,  procura mostrar o outro lado da empresa da maçã.

A Apple “pensa diferente”?

Steve Jobs era inovador e tinha boas ideias, sempre e quando essas ideias fossem lucrativas. Mas quando se vê em posição dominante, a Apple persegue impiedosamente quem lhe faz concorrência, aplicando as piores práticas monopolistas.

Que revolução é essa?

Não há nada de revolucionário num computador de preço exagerado, aleijado por uma arquitectura deliberadamente fechada e manufacturado sob condições tão insuportáveis que levam as pessoas ao suicídio. Por Jason Farbman, Socialist Worker

Sangue nos Trackpads

Num monólogo de duas horas, actor traça o percurso da Apple e denuncia as condições de fabrico dos seus aparelhos, lembrando que os consumidores podem exigir que os trabalhadores sejam tratados como seres humanos. Por Peter Certo

O Culto da Apple: o factor Jobs

Quando o marketing se torna um génio em si próprio – quando o desnecessário é vendido como necessário (alguém quer mais aplicações redundantes?) então todos nós, quer saibamos ou não, juntámo-nos ao Culto Apple. Por Binoy Kampmark, Counterpunch

Steve Jobs: Porque os empregados o temiam

Apesar de Jobs ter sido um grande empresário, não deve ser recordado ou lamentado como se tivesse acabado com a fome no mundo ou erradicado a pobreza e a doença. Artigo do Times of India

Deus é mortal. Outro panegírico para Steve Jobs (1955-2011)

O falecimento do presidente executivo da Apple alimenta o mito. Como se fosse um ícone popular ou o Santo dos Últimos Dias do capitalismo. Mas a pedra sobre a qual se construiu esta igreja é quebradiça e pode partir-se. Pode até ser de areia. Por Georg Seeßlen