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Europarque: Estado perde 30 milhões em negócio dos patrões

O "elefante branco" construído em 1995 em Santa Maria da Feira pela Associação Empresarial de Portugal teve o Estado como fiador. O Bloco acusa o Governo de não ter tirado o Estado dessa posição em Agosto, acabando agora por pagar os 30 milhões que a AEP não quis pagar.
Cavaco Silva e Eduardo Catroga puseram o Estado como fiador do investimento da associação patronal. Agora, o Governo manteve a posição e paga a conta. Foto Portuguese_eyes

"O próprio Ludgero Marques [que conduziu o processo enquanto presidente da AEP, à época] já reconheceu que aquele projecto foi um elefante branco", lembrou o deputado Pedro Filipe Soares, "mas a secretária de Estado aceitou que o Governo se mantivesse como fiador do buraco de 30 milhões".

"No seu governo, o então Primeiro-Ministro Cavaco Silva e o ministro Eduardo Catroga tornaram-se fiadores deste investimento da AEP por 30 milhões de euros. Agora que a AEP não está em condições de assumir os seus compromissos, será o Estado a ser chamado à responsabilidade", afirmou o deputado numa conferência de imprensa esta segunda-feira em Santa Maria da Feira.

Para o Bloco de Esquerda, trata-se de uma situação clara de "favorecimento" aos privados. "Isto não era inevitável porque em julho deste ano a secretária de Estado do Tesouro tinha a hipótese de retirar o Estado da posição de fiador e optou por não o fazer", explicou o deputado bloquista eleito por Aveiro.

Pedro Filipe Soares considera que, "em primeiro lugar, o Estado nunca deveria ter reconhecido interesse nacional ao Europarque" e, em segundo, defende que, "uma vez cometido o erro, nunca devia ter continuado como fiador quando teve a oportunidade de deixar de o ser". "Pagar 30 milhões de euros por um projeto falhado que foi uma escolha de privados é que não faz sentido nenhum", conclui o deputado.

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