You are here

Passos diz que vai propor ajustamentos ao memorando da troika

Primeiro-ministro diz que o governo procura “encontrar soluções de maior flexibilidade” e que é irrealista o pressuposto de que as empresas públicas portuguesas financiem as suas dívidas no mercado internacional.
Passos atento a Merkel. Foto de Tobias Kleinschmidt, EPA

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho disse no Paraguai que vai propor alguns ajustamentos ao programa de assistência económica e financeira firmado com a troika em Novembro, “tendo em conta o cenário macroeconómico e a evolução das principais variáveis desde o momento em que o programa foi desenhado e aprovado e o momento presente”.

O primeiro-ministro disse que o governo procura “encontrar soluções de maior flexibilidade” que permitam “garantir um mais adequado financiamento à economia”, adiantando que o pressuposto que constava do memorando que “as empresas públicas portuguesas financiassem as suas dívidas ou refinanciassem os seus passivos em mercado internacional é hoje completamente irrealista”.

“Sabemos que estamos a fazer o ajustamento que é importante do ponto de vista das contas públicas. Precisamos agora que se mantenham condições de financiamento à economia para que o processo de crescimento económico possa ter lugar”, sublinhou, dizendo que na altura irá promover uma concertação com outras forças sociais e políticas, até com o PS”.

Taxa sobre as transacções financeiras

O primeiro-ministro manifestou a esperança de que o G-20 avance no sentido de uma "reforma do sistema monetário internacional, que passa evidentemente pela reforma do próprio Fundo Monetário Internacional e pelo reforço da capacidade para a regulação" ao nível internacional.

Passos Coelho disse que a União Europeia debateu esta semana "a ideia de criar uma taxa sobre as transacções financeiras, e defendeu que "o G20 é um espaço suficientemente alargado para que esta proposta possa ser debatida e considerada". Para o primeiro-ministro, “o G20 tem força suficiente para procurar encontrar formas de o capital financeiro, nesta fase, dar um contributo maior para a retoma do crescimento em todo o mundo, uma vez que foi o capital financeiro que, em grande medida, esteve na origem desta crise financeira que fez despoletar a crise económica que estamos todos agora a sentir".

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Política
(...)