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Louçã diz que fim da acumulação nas pensões vitalícias “já vem tarde”

Destacando a “curiosíssima posição” da maioria de direita, que agora diz pretender eliminar algumas das pensões vitalícias que ajudou a promover e tanto fez para manter, Francisco Louçã diz que esta medida já vem é tarde. Declarações feitas no final de um encontro com a CGTP, marcado com a greve geral na agenda.

No mesmo dia em que PSD e CDS se mostraram disponíveis para eliminar as pensões de ex-políticos que estejam a trabalhar no sector privado, o coordenador da comissão política do Bloco considerou "curiosíssima a atitude do PSD e do CDS” e recordou que foram precisamente estes partidos quem mais resistências colocou a uma proposta que o Bloco sempre defendeu.

"Durante tanto tempo não aceitaram esta proposta do BE, até que, finalmente, se terminou com as subvenções vitalícias, embora alguns tenham ficado do passado, e são muitos e é muito dinheiro”.

Francisco Louçã destacou o facto do Bloco ser o único partido, de todas as forças parlamentares, cujos dirigentes nunca solicitaram o subsídio de reintegração ou a pensão vitalícia. De acordo com a edição de ontem do Diário de Notícias, 400 ex-deputados acumulam esta pensão excepcional com o salário de gestor no sector privado. "Não está lá ninguém do Bloco, nós levamos a sério a nossa responsabilidade e por isso só temos uma palavra. A lei da Segurança Social que é o que se aplica a qualquer cidadão”, referiu o deputado do Bloco de Esquerda.

"O PSD e o CDS não podem é disfarçar uma coisa, aos reformados todos que tem mais de 485 euros estão a tirar dois meses por cada ano do seu rendimento, estão a tornar mais pobres os reformados e por essa responsabilidade vão responder, é para essas pessoas que a justiça tem de ser assegurada e é disso que tanto o PSD como o CDS fogem como o diabo da cruz", rematou.

O coordenador da comissão política do Bloco falava com a imprensa no final de um encontro com o secretário-geral da CGTP, Carvalho da Silva, e onde tanto o Bloco como a central sindical destacaram a importância da mobilização para a greve geral contra a política de austeridade do Governo.

Louçã apelou à participação na greve do próximo mês e dirigiu-se concretamente “a todos os comerciantes que sabem que perder a possibilidade de fazerem o seu negócio pelo facto de o IVA aumentar 10 por cento para o pequeno comércio” e “aos jovens estudantes que vão trabalhar amanhã a 500 ou a 600 euros, em trabalhos a recibo verde sem qualquer oportunidade de utilizarem as suas competências”. 

"Estamos perante, julgo que sem sombra de dúvidas, o maior perigo de retrocesso social e civilizacional que o país vive desde a queda da ditadura, não temos no período da democracia nenhuma situação que se compare a esta", afirmou Carvalho da Silva.

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