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Condutora condenada a dez chicotadas na Arábia Saudita

Na mesma semana em que o rei Abdullah anunciou que as mulheres vão poder votar e ser eleitas nas eleições municipais sauditas de 2015, um tribunal condenou uma activista por ter desafiado a lei que proíbe as mulheres de conduzirem automóveis.
A acção do dia 17 de Junho pelo direito das mulheres a conduzirem levou muitas a seguir este exemplo, apesar da repressão. Foto Robert Reed Daly/Flickr


Shema Ghassaniya participou na campanha Women2Drive, pelo direito das mulheres a conduzir e pegou no volante em Julho, na cidade costeira de Jeddah, onde o seu exemplo tem sido seguido por outras mulheres. Duas delas têm julgamento previsto até ao fim do ano. Um mês antes, a 17 de Junho, uma acção desta campanha levou dezenas de mulheres a levarem o carro para o centro de várias cidades sauditas .

A condenação de Shema a dez chicotadas não é inédita, mas a violência do regime saudita contra as mulheres não as tem demovido de lutar pela liberdade. "Não iremos parar até que seja emitida a primria carta de condução saudita para uma mulher", disse Manal al-Sharif, citada pela BBC. Esta activista de 32 anos não teve direito a julgamento, mas ficou nove dias presa por ter conduzido um automóvel em Khobar, no leste do país.

Para além da proibição de conduzir, a Arábia Saudita destaca-se por aplicar outras regras que violam os direitos das mulheres. Por exemplo, a necessidade de autorização do tutor para estudar, trabalhar, sair do país ou casar, a proibição de viajar dentro do país sem a companhia de um familiar masculino ou mesmo a de falar com um desconhecido sem a presença do tutor, um "crime de honra" que pode levar à aplicação da pena de morte.

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