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Partido de Angela Merkel sofre sexta derrota eleitoral

O partido mais penalizado nas eleições regionais de Berlim, com 1,8% dos votos, foi o FDP, parceiro de coligação do partido de Angela Merkel, o CDU, que, por sua vez, obteve 23,2%. O SPD foi o grande vencedor, com 28,4%. O partido Verde conquistou 17,6% e o partido de esquerda Die Linke desceu para 11,6%.
Foto de Maurizio Gambarini, EPA/Lusa-

Nas eleições regionais de Berlim, o partido cristão democrata (CDU) de Angela Merkel ficou-se pelos 23,2 por cento dos votos, enquanto o seu parceiro de coligação, o FDP, nem sequer chegou a atingir os 5 por cento, mínimo para eleger deputados neste sufrágio, registando somente 1,8 por cento dos votos.

O partido mais votado terá sido o SDP, com 28,4 por cento, seguido do Partido Verde, com 17,6 por cento dos votos. Klaus Wowereit, prefeito social-democrata, no cargo há 10 anos, conquistou desta forma o seu terceiro mandato.

A secretária-geral do SPD, Andreas Nahles, já congratulou o resultado, afirmando que "é um grande sucesso". "Pela terceira vez consecutiva, o SPD é o partido político mais forte da capital", avançou a dirigente.

O Partido Pirata, recentemente formado, foi a grande surpresa destas eleições. Apoiado pela população mais jovem, conseguiu atingir os 9 por cento, assegurando o acesso, pela primeira vez, à câmara de um estado federado germânico. Este partido apoia medidas como a total liberdade de copiar conteúdos na Internet e transportes públicos gratuitos.

Nas eleições, o partido de esquerda Die Linke desceu de 13,4 para 11,6 por cento dos votos.

Mediante o resultado do Die Linke, o SDP irá agora escolher entre o CDU de Merkel e o Partido Verde para formar coligação, esperando-se que o mesmo opte por este último.

A coligação de Merkel, debilitada após seis derrotas, poderá desestabilizar-se e ver a sua posição gravemente prejudicada antes da votação sobre as medidas da zona do euro, que se realiza no próximo dia 29 de Setembro, no Parlamento alemão.

Este resultado poderá também aumentar as vozes de descontentamento que exigem a demissão do actual ministro dos negócios estrangeiros, Guido Westerwellle, que abandonou a chefia do FDP em Maio, mantendo-se como chefe da diplomacia alemã.

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