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News of the World encerra devido a escândalo de escutas telefónicas

O jornal dominical mais vendido da Grã-Bretanha deixará de circular a partir da próxima semana em resultado do seu envolvimento num escândalo de escutas telefónicas ilegais. Antiga ex-editora chefe do jornal não sofre qualquer penalização. Antigo assessor de David Cameron foi preso.
Segundo o jornal Guardian, foram alvo de escutas por parte do News of the World cerca de 3 mil pessoas.

Em 2007, um correspondente do News of the World e o investigador Glenn Mulcaire foram detidos por recorrerem a escutas ilegais de telefones de membros da família real.

No início de 2011, surgem indicações de que inúmeras personalidades foram sujeitas a esse mesmo procedimento, sendo que a Scotland Yard (Polícia Metropolitana de Londres) reabriu as investigações.

Depois de ter negado qualquer infração, o jornal veio, em Abril de 2011, a assumir ter acedido a mensagens de pessoas envolvidas em casos que estaria a seguir. Um dos casos tornados públicos diz respeito à menina de 12 anos desaparecida em 2002. O News of the World terá interferido nas investigações ao manipular as mensagens do telemóvel de Milly Dowler, fazendo a polícia e a sua família crer que esta ainda estaria viva quando, na realidade, o seu corpo seria encontrado pouco depois.

Segundo o jornal Guardian, foram alvo de escutas cerca de 3 mil pessoas.

Uma das primeiras baixas noNews of the World terá sido um dos seus editores-assistentes, Ian Edmondson, que foi imediatamente afastado. Edmondson e mais dois colegas, Neville Thurlbeck e James Weatherup foram presos no início deste ano.

Andy Coulson, um dos editores do News of the World que foi obrigado a demitir-se quando surgiu o primeiro escândalo, e que posteriormente foi porta-voz de David Cameron, foi entretanto preso esta sexta-feira e está a ser mantido sob custódia em uma delegacia no sul de Londres.

David Cameron, primeiro-ministro britânico, afirmou que não se arrepende de o ter contratado, apesar dos rumores sobre as alegadas escutas telefónicas feitas pelo jornal.

Rebekah Brooks , a editora-chefe do jornal em 2002, quando se deram as escutas ao telefone de Milly Dowler, conta com o apoio do magnata Rupert Murdoch, dono do conglomerado de comunicações News Corporation, do qual faz parte o News of the World. Brooks não será afastada do cargo de chefe-executiva da News International e não lhe serão exigidas quaisquer responsabilidades. O mesmo acontece com James Murdoch, filho de Rupert Murdoch e actual responsável pelo News of the World.

 

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