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Entrevista com Luiz Araújo

O esquerda.net entrevistou Luiz Araújo sobre as eleições de 5 de Setembro 2008 em Angola. Luiz Araújo é director da Associação cívica angolana SOS Habitat, que se tem destacado pela defesa dos direitos humanos em Angola.

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Dossier Eleições em Angola

Sexta feira, 5 de Setembro, realizam-se eleições legislativas em Angola. Decorrem dezasseis anos depois das eleições que terminaram dramaticamente na continuação da brutal guerra entre o MPLA e a UNITA, num período de acentuado crescimento económico, onde as injustiças sociais e as limitações às liberdades continuam a ser gritantes.

Entrevista com Luiz Araújo

O esquerda.net entrevistou Luiz Araújo sobre as eleições de 5 de Setembro 2008 em Angola. Luiz Araújo é director da Associação cívica angolana SOS Habitat, que se tem destacado pela defesa dos direitos humanos em Angola.

O voto certo» é no MPLA

Em suma, a hora não é para experiências. No nosso contexto e na actual conjuntura do país, nacional e internacional, o voto certo é o voto no MPLA. Para isso, não é preciso ser do MPLA. Os próprios militantes ou simpatizantes da UNITA poderão fazê-lo. Como se sabe, o voto é secreto.

Silêncio, que se vai votar em Angola

Na próxima semana há eleições em Angola pela primeira vez em 16 anos. Esta é, sem dúvida, uma boa notícia. Mas, tirando esse facto, pouco se sabe sobre o que realmente se está a passar neste país africano. O silêncio dos média internacionais, e em particular dos portugueses, num período de campanha eleitoral, diz muito sobre as condições em que as eleições estão a ser preparadas.

11 razões para votar na FpD - Porquê a FpD…

"A minha opção por apoiar a FpD decorre da sensibilidade que ela possui para as questões sociais. Vejo na FpD a firme vontade de ver reduzido o nível de sofrimento do nosso povo. É ela que melhor interpreta a necessidade de se promover a igualdade do género, a busca de melhores oportunidades para a juventude, os direitos dos trabalhadores..."

14 partidos e coligações apresentam-se ao voto

O Tribunal Constitucional de Angola admitiu, para às eleições legislativas de 5 de Setembro, as candidaturas de dez partidos políticos e de quatro coligações.Abaixo, a lista completa e um pequeno resumo da sua história.

Angola: Eleições livres e justas em dúvida

A organização internacional de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch, a 13 de Agosto de 2008, tomou posição sobre o decurso das eleições em Angola, considerando que a intimidação de partidos da oposição e dos media e a interferência na comissão eleitoral ameaçam as perspectivas de uma votação livre e justa em 5 de Setembro. A HRW apelou ainda ao governo angolano para que garanta 4 questões essenciais e apresentou pontos fundamentais que os observadores internacionais devem ter em conta.

Não há eleições justas sem respeito pelas regras do Estado democrático de direito...

A Associação Justiça, Paz e Democracia (AJPD), associação angolana que se tem destacado na defesa dos direitos humanos no seu país, tomou posição pública a 18 de Agosto, alertando para situações graves e anómalas no processo eleitoral. Em comunicado, assinado pelo seu presidente Fernando Macedo, a AJPD denunciou, nomeadamente, "a propaganda permanente do Governo de Angola nos órgãos de comunicação social do Estado (RNA, TPA e Jornal de Angola)".

Uma lágrima pelo povo e pelo Estado de Angola

As autoridades "competentes", da Administração do Estado, dirigida pelo Governo de José Eduardo dos Santos, autorizaram a demolição do Mercado do Kinaxixe. Ao autorizá-la esse Governo destruiu património africano herdado da colonização europeia que nos co-engendrou como nação. Destruiu e deitou fora parte da memória colectiva da Cidade de Luanda e do País. Um moderno shoping center vai ser erguido no espaço do Mercado do Kinaxixe por gente detentora e ou cliente do poder.

A transição em Angola por Boaventura de Sousa Santos

Apesar do vertiginoso crescimento económico dos últimos anos, Angola continua entre os 10 países com mais baixo desenvolvimento humano. Calcula-se que as reservas do petróleo terminarão dentro de 20 anos. Angola não tem muito tempo para se tornar uma sociedade mais justa e mais livre.