Adriano Campos

Adriano Campos

Sociólogo, dirigente do Bloco de Esquerda e ativista contra a precariedade.

A forma como os movimentos, a esquerda política e os protestos sociais serão capazes de impor mais transformações políticas será ditada pela sua ação nos próximos meses. Nesse cenário a atuação de Dilma e do PT são peças chave. Artigo de Adriano Campos, em São Paulo.

Em meio aos protestos generalizados de junho, um movimento que se fazia ouvir já há alguns meses ganhou força e apresentou-se como ponta de lança da luta contra o conservadorismo social no Brasil. O “Fora Feliciano” esteve presente nas ruas e disputou o conteúdo político e mediático das mobilizações. Artigo de Adriano Campos, em São Paulo.

Ao contrário da tendência defensiva presente nas mobilizações europeias anti-austeridade, que aconteceram num contexto de ataque e de deterioração das condições económicas e salariais, os protestos no Brasil mostraram que é possível construir movimentos aguerridos num cenário de forte crescimento económico associado à distribuição de rendimento. Artigo de Adriano Campos, em São Paulo.

A expansão dos estágios é um fenómeno global que acompanha a precarização do trabalho.

A esquerda apresenta a suas propostas e batalha pela clarificação do pântano, junta gente no caminho, não desiste do milhão e meio de pessoas que votaram no Partido Socialista e de tantas outras que nele viam um fator de esperança e que começam agora a acertar o despertador.

Quando o Governo cair, o que já esteve mais distante de acontecer, o problema político imediato em Portugal chama-se Partido Socialista. E na última semana deu-nos sinais fortes do quão grande esse problema pode ser.

Esta semana Moedas tentou o impossível: afirmar, sorridente, que o relatório do FMI é bem feito e que serve os interesses do País. Nem a direita engoliu o recado. Mas quem é e quem representa este Secretário de Estado?

Há neste conto de natal que Rui Moreira apresenta à cidade do Porto pontos que faltam. Falta a Rui Moreira contar porque saiu da Sociedade de Reabilitação Urbana do Porto mas permaneceu na STCP. Ou então o que o fez estar nas jornadas do CDS-PP.

A troika ou a vida. É mesmo uma disjuntiva. A força dessa escolha leva a que hoje muitos dirigentes do PS já admitam envergonhadamente que a reestruturação da dívida é inevitável - o que o Bloco já dizia há 500 dias atrás, alto e em bom som.

Para se construir um Governo de esquerda que tenha a força de vencer a chantagem da dívida e se imponha como o produto de uma luta social vigorosa é preciso a clareza de uma agenda de confronto – nacionalização da banca, justiça fiscal, denúncia do memorando da troika.