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Dossier 5 anos de guerra do Iraque

Quando passam cinco anos do início da guerra do Iraque, o Esquerda.net dedica o seu dossier a discutir as causas e o balanço desta invasão que está a destruir um dos países-chave do Médio Oriente e a levar o caos a toda a região.

A começar, o excelente artigo do prestigiado jornalista Robert Fisk, que diz que A única lição que aprendemos é que nunca aprendemos . Em seguida, Jim Lobe, da IPS, faz uma Radiografia da invasão e discute quais foram as suas verdadeiras causas, e Dahr Jamail, da mesma agência de notícias, faz o balanço de Cinco anos de Inferno . Memélia Moreira, do jornal brasileiro Brasil de Fato, levanta Os lucros do massacre contra o Iraque e a Amnistia Internacional apresenta os números de cinco anos de carnificina e desespero . Um massacre que fez com que duplicassem os pedidos de asilo aos países industrializados. Finalmente, o sociólogo e colunista Immanuel Wallerstein sustenta que Ir-se embora é a opção menos má.
Dossier coordenado por Carlos Santos e Luis Leiria

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Resto dossier

Dossier 5 anos de guerra do Iraque

Quando passam cinco anos do início da guerra do Iraque, o Esquerda.net dedica o seu dossier a discutir as causas e o balanço desta invasão que está a destruir um dos países-chave do Médio Oriente e a levar o caos a toda a região.

Robert Fisk: A única lição que aprendemos é que nunca aprendemos

Passaram-se cinco anos e ainda não aprendemos. Com cada aniversário, os degraus desfazem-se debaixo dos nossos pés, as pedras abrem cada vez mais brechas, a areia fica cada vez mais fina. Cinco anos de catástrofes no Iraque e penso em Churchill, que no final chamou à Palestina "desastre infernal".

Por Robert Fisk, publicado originalmente no The Independent
 

Os lucros do massacre contra o Iraque

De empresas do sector bélico às de alimentação, de empresas de construção civil às de confecção de uniformes, cada uma abocanha a sua parte dos mais de um bilião de dólares já gastos

Por Memélia Moreira, especial para o Brasil de Fato de Orlando (EUA).
 

Cinco anos de inferno

Ao completar-se cinco anos da invasão do Iraque pelos Estados Unidos, a tétrica realidade e a opinião pública iraquiana desmentem o governo do país ocupante, segundo o qual a situação melhorou. Um em cada três iraquianos abandonou a sua casa, depende da assistência de emergência para sobreviver ou morreu por causa da invasão e da ocupação. Com as "eternas" bases militares dos EUA no Iraque e uma embaixada em Bagdade do tamanho do Vaticano, não se vislumbra no horizonte o fim da ocupação.
Artigo de Dahr Jamail, publicado por IPS

Ir-se embora: a opção menos má

Exceptuando um bando de resistentes e optimistas neoconservadores e de apologistas oficiais do regime Bush, quase toda a gente concorda hoje que os Estados Unidos entraram numa feia e auto-destrutiva confusão no Iraque, onde estão a combater uma guerrilha persistente que não podem vencer. Ao mesmo tempo, um grande número de críticos da invasão americana do Iraque, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, dizem repetidamente que, apesar de tudo, os Estados Unidos não podem simplesmente "ir-se embora".

Por Immanuel Wallerstein
 

Radiografia da invasão

Afinal, quais foram as verdadeiras razões pelas quais os EUA invadiram o Iraque há cinco anos, na noite de 19 para 20 de Março?
... este grupo [uma coligação de nacionalistas agressivos, neoconservadores e líderes da direita cristã] viu o Iraque como o caminho mais fácil para estabelecer os Estados Unidos como a potência dominante na região, com implicações estratégicas de carácter global para possíveis futuros competidores.
Análise de Jim Lobe, publicado pela IPS

Refugiados: duplicam pedidos de asilo aos países industrializados

O número de iraquianos que procuram asilo político nos países industrializados quase duplicou no ano passado, revertendo a tendência de queda registada nos últimos cinco anos, revelou um relatório da Organização das Nações Unidas divulgado recentemente. Mais de 45 mil iraquianos pediram asilo em 43 países industrializados em 2007 - 98% acima dos quase 23 mil registrados no ano anterior. Calcula-se que 4,5 milhões de iraquianos foram deslocadas pela guerra internamente ou refugiaram-se nos países vizinhos.
 

Amnistia Internacional: cinco anos de carnificina e desespero no Iraque

Cinco anos depois de as forças lideradas pelos Estados Unidos terem derrubado Saddam Hussein, o Iraque permanece um dos países mais perigosos do mundo para os direitos humanos, diz a Amnistia Internacional.

Publicado originalmente no site da Amnistia Internacional

 

UE quer transparência em relação a empresas de mercenários

A subcontratação de companhias para actividades militares tornou-se muito polémica desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque há cinco anos, afirma um relatório apresentado no Parlamento Europeu.
Por David Cronin para a IPS, de Bruxelas