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Marwan Barghouti: nada indica que Israel fale a sério sobre acordo

A rede de televisão Al Jazeera entrevistou, por carta, Marwan Barghouti, uma das mais respeitadas vozes da Fatah, a facção do presidente Mahmud Abbas. Barghouti está a cumprir cinco penas de prisão perpétua, mas é apontado como o Nelson Mandela da Palestina e o possível futuro presidente. Na sua opinião, não há nada que indique que Israel fale a sério sobre atingir-se um acordo no próximo ano. Leia mais para ver a reportagem em vídeo, legendada em português.

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Resto dossier

O Futuro da Palestina

Na semana em que o presidente dos EUA, George W. Bush, realiza a sua primeira visita ao Médio Oriente e garante que haverá um acordo de paz até o final do ano, o Esquerda.net preparou um dossier sobre as perspectivas actuais e o futuro da Palestina. O que se pode esperar depois de Annapolis? Como está a vida nos territórios ocupados e particularmente na Gaza cercada? E que solução para o território da Palestina histórica: dois Estados, ou um Estado?

Auto-estrada só para israelitas

Uma estrada de quarto faixas atravessa as colinas perto desta aldeia palestiniana, propiciando aos israelitas uma ligação rápida entre Jerusalém e a área de Telavive. Mas os condutores das aldeias que circundam a estrada não a podem usar, pois está vedada aos veículos palestinianos.

Um apelo de Gaza: acabem o cerco!

Um chocante relatório em primeira-mão acerca das condições de vida na Faixa de Gaza foi apresentado no dia 13 de Dezembro a um grupo de activistas pela paz israelitas. Eles reuniram-se na sede da organização Gush Shalom em Telavive para ouvir o testemunho do Dr. Eyad Sarraj, uma dos poucas pessoas que ainda consegue sair da "maior prisão da terra".

Marwan Barghouti: nada indica que Israel fale a sério sobre acordo

A rede de televisão Al Jazeera entrevistou, por carta, Marwan Barghouti, uma das mais respeitadas vozes da Fatah, a facção do presidente Mahmud Abbas. Barghouti está a cumprir cinco penas de prisão perpétua, mas é apontado como o Nelson Mandela da Palestina e o possível futuro presidente. Na sua opinião, não há nada que indique que Israel fale a sério sobre atingir-se um acordo no próximo ano. Leia mais para ver a reportagem em vídeo, legendada em português.

A democracia, uma ameaça existencial?

Um único Estado na Palestina histórica, baseado na igualdade, é a alternativa mais promissora a um já morto dogma dos dois Estados.

Declaração de Um Estado

A declaração seguinte foi aprovada pelos participantes de uma reunião realizada em Julho de 2007 em Madrid sobre a Solução de Um Estado, e a Conferência de Londres de Novembro de 2007. Ela considera que os esforços para concretizar uma solução de dois estados na Palestina histórica não conseguiram trazer paz e justiça para os povos palestiniano e israelita judeu, e defende uma solução democrática que ofereça uma paz justa, e portanto duradoura num único Estado, cujos princípios são detalhados em seguida.

A culpa é sempre dos palestinianos

Desde a ocupação dos territórios palestinianos em 1967 até aos dias de hoje, os cidadãos palestinianos acusados de crimes de segurança ou de outro tipo são julgados no sistema de tribunais militares israelistas dos Territórios Ocupados. Estes tribunais julgaram mais de 150 mil palestinianos. Outro dado impressionante é que metade dos presos que povoam as prisões israelitas estão nessa condição por decisão de tribunais militares.

Socorro! Um cessar-fogo!

O objectivo estratégico de Israel em Gaza é quebrar o Hamas. O método é simples, primitivo mesmo: reforçar o bloqueio por terra, mar e ar, até que a situação da Faixa se torne absolutamente intolerável. Mas mesmo os comandantes israelitas reconhecem que as forças do Hamas estão a consolidar-se. E se o exército israelita invadir Gaza para reconquistá-la, a população irá apoiar os combatentes.

As reivindicações palestinianas estiveram ausentes de Annapolis

Entrevista na rádio Democracy Now! da jornalista Amy Goodman ao palestiniano Mustafa Barghouti e ao israelita Daniel Levy sobre os resultados da Conferência de Annapolis, realizada a 28 de Novembro do ano passado.

Última chamada para uma Solução de Dois Estados?

O ponto de vista predominante em todo o mundo sobre a forma de resolver politicamente o conflito de dois nacionalismos em Israel/Palestina é a chamada solução de dois estados - isto é, a criação de dois estados, Israel e a Palestina, dentro das fronteiras do antigo Mandato britânico da Palestina. Na verdade, esta posição não tem nada de novo. Pode dizer-se que foi a posição prevalecente em todo o mundo durante a século XX.