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Intermitentes do espectáculo

A Assembleia da República aprova esta semana a legislação sobre os intermitentes do espectáculo. Em causa está uma proposta de lei do governo que tem sido muito criticada pela Plataforma dos Intermitentes, que a acusam de, em vez de regulamentar os intermitentes, atingir colegas que têm actualmente contrato de trabalho e precarizá-los. As últimas negociações em comissão não parecem, para já, muito promissoras.  Esquerda.net dedica assim este dossier aos intermitentes do espectáculo.

Para abrir, Bruno Cabral faz o ponto da situação no artigo Intermitentes: a luta dos precários das artes do espectáculo. Lembramos em seguida o dia de manifestação diante da Assembleia da República em que os intermitentes foram dizer que a proposta de lei do governo "não se adequa à realidade, nem regula, nem salvaguarda os direitos dos profissionais do espectáculo e do audiovisual ". Em seguida, exibimos o vídeo feito pela Plataforma dos Imigrantes, em que uma equipa de filmagens lê o manifesto no dia de sensibilização para a intermitência . E prosseguimos com um link para o canal de vídeo aberto no Youtube pela Plataforma dos Intermitentes. Imperdível é o vídeo dos intermitentes franceses: Não há cultura sem direitos sociais . Finalmente, traduzimos parte de um artigo publicado originalmente no Le Monde Diplomatique que explica porque se deve separar a arte da lógica produtiva.

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Resto dossier

Intermitentes do espectáculo

A Assembleia da República aprova esta semana a legislação sobre os intermitentes do espectáculo. Em causa está uma proposta de lei do governo que tem sido muito criticada pela Plataforma dos Intermitentes, que a acusam de, em vez de regulamentar os intermitentes, atingir colegas que têm actualmente contrato de trabalho e precarizá-los. As últimas negociações em comissão não parecem, para já, muito promissoras. O Esquerda.net dedica assim este dossier aos intermitentes do espectáculo.

Vídeo dos intermitentes

Os intermitentes do espectáculo e do audiovisual criaram um canal no Youtube onde apresentam diversos vídeos que vale a pena ver. Há um spot especial (aqui ao lado), o vídeo da leitura do manifesto apresentado na abertura de muitos espectáculos e debates em programas de televisão. A não perder!

Vídeo: Não há cultura sem direitos sociais

Esta curta-metragem sobre o estatuto dos intermitentes em França foi feita para ser apresentada na cerimónia de entrega dos Césares, o Oscar francês do cinema. Os actores são estudantes da Comédie de Saint Etienne, e o filme foi realizado por Dominique Cabréra. A tradução e as legendas são do Esquerda.net . Veja abaixo.

Separar a arte da lógica produtiva

Extracto de um longo artigo de Guy Scarpetta publicado no Le Monde Diplomatique de Maio de 2004, onde o autor, a propósito do movimento dos intermitentes em França, mostra como, através da história e desde o seu início, a arte nunca foi governada pelos imperativos da economia. À luz dos princípios neoliberais, a morte da arte, neste contexto, já não é de modo algum uma hipótese absurda. O artigo completo (em francês) pode ser lido aqui.

Vìdeo: Dia de Sensibilização para a Intermitência

No dia 19 de Outubro de 2007, foi lido um comunicado no início de inúmeros espectáculos com o objectivo de sensibilizar o público para as reivindicações dos intermitentes. O texto do comunicado está abaixo; mas ele é lido neste spot em vídeo aqui ao lado. O vídeo foi produzido pelos intermitentes, como parte da campanha.

A luta dos precários das artes do espectáculo

O movimento dos intermitentes do espectáculo é um movimento crescente que, graças à visibilidade intrínseca à profissão de muitos dos seus membros, pode criar muitos receios ao poder político e aos grandes interesses televisivos. Já marcou muitos pontos. Aqui se faz o ponto da situação desta luta.

Intermitentes repudiam lei do governo

Ao som dos Kumpanhia Algazarra e com o slogan "trabalho intermitente, cultura permanente" mais de uma centena de artistas, músicos, actores e técnicos manifestaram-se, no dia 12 de Novembro, em frente à Assembleia da República contra a aprovação de uma lei que "não se adequa à realidade, nem regula, nem salvaguarda os direitos dos profissionais do espectáculo e do audiovisual". No final, entregaram uma carta aos deputados do Partido Socialista, apelando para que "Parem, Escutem e Olhem".