You are here

Portagens nas SCUT

O INIR veio confirmar a quebra brutal de tráfego médio diário na ordem dos 50% na A29, A41 e A42 e cerca de 25-30%, na A28. Qual o custo total para as pessoas e de todos estes atrasos na economia? Certamente muito maior que a receita das portagens.

Claro que já não terei oportunidade de confrontar o Secretário de Estado das Obras Públicas (SEOP) com os números que o Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias (INIR) acabou de publicar relativos ao tráfego médio diário nas SCUT onde foram introduzidas portagens a 15/10/2010 – A28, A29, A41 e A42. Com o Governo em gestão, não vai ser possível “esfregar”na cara do SEOP esses números e dizer-lhe que é por razões de ocultação que o Ministério deixou sem resposta várias questões sobre as SCUT.

No essencial, o Governo evitou que se conhecesse o efeito real da introdução de portagens, o qual foi exactamente ao contrário do que o próprio SEOP afirmou na AR, quando interrogado sobre os desvios de tráfego que estariam a ocorrer: “tudo normal”, afirmava diligentemente Paulo Campos.

O INIR veio agora confirmar o que já se sabia: enormes engarrafamentos nas estradas “alternativas”, quebra brutal de tráfego médio diário na ordem dos 50% na A29, A41 e A42 e cerca de 25-30%, na A28, para os meses de Novembro e Dezembro 2009-2010. Qual o custo total para as pessoas e de todos estes atrasos na economia? Certamente muito maior que a receita das portagens.

O PS (e o PSD, que o apoiou) ficou contente com a sua “obra”mas os portugueses e as portuguesas não esquecerão.

Sobre o/a autor(a)

Economista de transportes
Comentários (1)