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Quatro vídeos do Paquistão

Divulgamos aqui quatro vídeos do Paquistão.
Dois deles são sobre os protestos dos advogados, em Março e Abril deste ano, que se seguiram ao afastamento do presidente do Supremo Tribunal pelo presidente da República, Perez Musharraf.
O terceiro vídeo é sobre a visita do presidente do supremo a Karachi em Maio passado, quando não lhe foi permitido sair do aeroporto e em que, nos confrontos que se seguiram, morreram 37 pessoas e 150 ficaram feridas.
Por fim, um vídeo de propaganda do exército dos anos 80 e 90.

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Resto dossier

Dossier Paquistão

Em Abril, o conhecido jornalista do britânico The Independent Robert Fisk, numa entrevista a um jornal egípcio, afirmou que é o Paquistão, não o Irão ou o Iraque, que serve de verdadeiro barómetro para o futuro do Médio Oriente. Porquê? Porque é um país em profunda convulsão, que tem armas nucleares e uma forte influência sobre o futuro do Afeganistão. Um mês depois, a crise do Paquistão agravou-se consideravelmente, e no dia 12 de Maio, 37 pessoas morreram em confrontos entre apoiantes do governo e da oposição na cidade de Karachi.

A saída de Musharraf

Na crise que evolui rapidamente no Paquistão, aconteça o que acontecer, o presidente Pervez Musharraf - sobreviva politicamente ou não - é um peso morto. Não consegue controlar a talibanização do Paquistão ou conduzir o país a um futuro mais democrático.

Quatro vídeos do Paquistão

Divulgamos aqui quatro vídeos do Paquistão.
Dois deles são sobre os protestos dos advogados, em Março e Abril deste ano, que se seguiram ao afastamento do presidente do Supremo Tribunal pelo presidente da República, Perez Musharraf.
O terceiro vídeo é sobre a visita do presidente do supremo a Karachi em Maio passado, quando não lhe foi permitido sair do aeroporto e em que, nos confrontos que se seguiram, morreram 37 pessoas e 150 ficaram feridas.
Por fim, um vídeo de propaganda do exército dos anos 80 e 90.

Amnistia denuncia Islamabad por sequestrar centenas

Entidade de direitos humanos acusa o país, aliado dos EUA na "guerra contra o terrorismo", de prender e interrogar sem acusações, em colaboração com americanos. Muitos são entregues aos EUA e levados para a base militar de Guantánamo, em Cuba, ou para centros secretos de detenção.

O General no seu Labirinto

Neste longo artigo publicado na London Review of Books, o editor da New Left Revew Tariq Ali, escritor, jornalista e activista político paquistanês estabelecido no Reino Unido, descreve com muitos detalhes e profundo conhecimento de causa os principais acontecimentos que marcaram a história do Paquistão desde a sua independência. E conclui: "O primeiro líder militar do Paquistão perdeu toda a popularidade devido a uma insurreição popular. O segundo foi assassinado. O que acontecerá a Musharraf? "

A crise do regime é muito profunda

No final de Março, Jim McIlroy, do [jornal australiano] Green Left Weekly, falou com Farooq Tariq, Secretário Geral do Partido Trabalhista Paquistanês, em Lahore. O PTP é uma organização socialista revolucionária que trabalha juntamente com outras forças com o intuito de pôr fim à ditadura do general Pervez Musharraf, enquanto procura unir trabalhadores, camponeses, mulheres e jovens na luta para instituir o socialismo no Paquistão. A entrevista teve lugar no meio de uma campanha de advogados e respectivos apoiantes para recolocar no cargo o entretanto suspenso Chefe de Justiça do Supremo Tribunal do Paquistão, Iftikhar Mohammad Chaudhry.

General versus juiz

O Paquistão que faz 60 anos este Agosto esteve sob regime militar de facto durante exactamente metade da sua vida. Os líderes militares estiveram normalmente limitados a ciclos de dez anos: Ayub Khan (1958-69), Zia-ul-Haq (1977-89). O primeiro foi derrubado por uma insurreição nacional que durou três meses. O segundo foi assassinado. De acordo com este calendário político, Pervez Musharraf ainda tem um ano e meio para partir, mas às vezes acontecem coisas.

Entre o Império e os talibans

Um ano eleitoral complexo expõe as ambiguidades de um dos países mais populosos do mundo. Aliado estratégico dos EUA desde o 11 de Setembro, o presidente Musharraf busca um difícil equilíbrio, que inclui laços com o islamismo extremista e relação especial com os generais.