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E se tudo não passar de um engano?

Na internet é possível encontrar vários estudos que contrariam a tese de que os fumadores passivos podem sofrer graves consequências para a sua saúde. São apontados diversos argumentos contra a forma como se chega a essas conclusões, desde falhas estatísticas até erros de análise, argumentando-se que não existe nenhuma relação directa entre a exposição ao fumo dos cigarros e as doenças supostamente daí resultantes.

Para julgar por si, veja essas teorias aqui, aqui, aqui e aqui  

Os defensores da ausência de ligação entre doenças e fumo passive, sustentam, em geral, que:

1. A dose de fumo a que um fumador passivo está sujeito é extremamente pequena: cerca de um milésima parte daquilo a que está exposto um fumador activo.

2. Na maior parte dos estudos sobre fumadores passivos não se encontra qualquer correlação entre doenças e fumadores passivos.

3.  Aqueles que o fazem são metodologicamente inválidos, principalmente porque são baseados em comparações entre relatos de prévia exposição passiva ao fumo, por pessoas com e sem doenças potencialmente associadas a esse facto.

4. Mesmo que a metodologia fosse válida, os riscos relativos são muito mais pequenos do que dois (geralmente 1,2 ou 1,3). Devido à confusão de factores, os epidemiologistas mormalmente não consideram que riscos relativos inferiors a dois sejam uma evidência de uma relação causal.

5. Precisamente porque a maior parte dos estudos individuais não mostram a relação entre as doenças e a exposição passiva ao fumo, muitas vezes é usada a meta-análise para chegar a resultados estatísticos significativos. Mas a meta-análise não é credível, porque os resultados dependem largamente das convicções prévias dos investigadores.

(...)

Resto dossier

Dossier Lei do Tabaco

O dossier desta semana discute a lei que restringe o fumo em lugares públicos, que vai ser debatida na próxima quarta-feira na Assembleia da República. Conheça as principais disposições e o texto integral da lei e as razões do governo. Um estudo mostra que mais de 79 mil pessoas morrem anualmente na União Europeia em consequência do fumo passivo; ao mesmo tempo, há muitos documentos que contestam este estudo. Do que não há dúvidas é que o tabaco faz muito mal à saúde.

Do Estado Providência ao Estado Moralizador

Neste artigo de opinião, publicado no seu blogue, Daniel Oliveira argumenta contra a proposta de lei do governo sobre restrições ao consumo de tabaco: "O Estado perde poder para afrontar o poder económico, afronta o cidadão. O Estado perde recursos para oferecer cuidados de saúde ao cidadão, obriga o cidadão a ter uma vida saudável. De Estado Providência, passaremos para um Estado Moralizador, que tem a repressão onde antes tinha hospitais e escolas. Era assim antes da democracia e muito antes do Estado Social, assim pode voltar a ser." 

Proposta de lei do tabaco vai ser discutida esta semana

A proposta de lei nº 119/X, do governo, que restringe o fumo em lugares públicos, vai a debate na Assembleia da República esta quarta-feira.
A nova lei proíbe fumar nos restaurantes, discotecas e bares com menos de 100 metros quadrados; nos espaços com mais de 100 metros quadrados, deverá existir uma área específica para fumadores que não deverá ultrapassar os 30 por cento do espaço. Os restaurantes, bares e discotecas poderão ter um período de adaptação de um ano, desde a entrada em vigor da lei.

Vídeos anti-tabagistas

Preparámos uma selecção de vídeos de países como a França, Bélgica, Portugal, Reino Unido, Espanha, que alertam para os malefícios do tabaco e os perigos que correm os fumadores passivos. Alguns são humorísticos, outros nem tanto... A não perder  Das centenas de vídeos disponíveis na Internet das campanhas presidenciais de Hugo Chávez e Manuel Rosales, fizemos uma pequena selecção de tempos de antena e de reportagens. Veja abaixo. 

As mil e uma consequências do tabaco

A Comissão de Tabagismo da Sociedade Portuguesa de Penumonologia elaborou um estudo sobre as consequências nefastas do tabaco para a saúde. É de fácil leitura, com gráficos, estatísticas, imagens e comparações diversas.

França: lei contra o fumo em locais públicos é de Fevereiro de 2007

A proibição de fumar em empresas, escolas e repartições públicas entrou em vigor no dia 1 de Fevereiro em França, primeira etapa para a interdição total nos locais públicos. Cafés, restaurantes, casinos e discotecas terão um prazo adicional de 11 meses, ou seja, até Janeiro de 2008.
Quem acender cigarros em locais como hospitais, escolas, escritórios, estações de comboio e aeroportos poderá ser multado - 68 euros. O valor da multa para estabelecimentos onde alguém esteja a fumar é de 135 euros.

E se tudo não passar de um engano?

Na internet é possível encontrar vários estudos que contrariam a tese de que os fumadores passivos podem sofrer graves consequências para a sua saúde. São apontados diversos argumentos contra a forma como se chega a essas conclusões, desde falhas estatísticas até erros de análise, argumentando-se que não existe nenhuma relação directa entre a exposição ao fumo dos cigarros e as doenças supostamente daí resultantes.

França: lei contra o fumo em locais públicos é de Fevereiro de 2007

Há menos fumadores, mais pessoas a nunca terem experimentado tabaco e mais gente a largar o vício, nos últimos três anos, na generalidade dos países da União Europeia, incluindo Portugal, noticia o Público. Os dados resultam de um inquérito realizado entre Setembro e Dezembro de 2005 no espaço comunitário. Em Portugal, assistiu-se a uma descida de 29 para 27 por cento.

O fumo passivo mata

Mais de 79 mil pessoas morrem anualmente na União Europeia em consequência do fumo passivo: esta foi uma das conclusões de um relatório recentemente publicado por quatro organizações europeias que vem alertar para os benefícios de uma Europa sem tabaco. A colaboração entre a European Respiratory Society, a European Heart Network, o Cancer Research UK e o Institut National du Cancer resultou no relatório "Lifting the Smokescreen: 10 reasons for a smoke free Europe", cujo principal objectivo é mostrar aos políticos de toda a Europa só existem vantagens com a introdução de legislação que proíba fumar em locais públicos e de trabalho, incluindo bares e restaurantes.

A censura dos guardiões do templo

Segundo este bloguista não fumador, estamos perante dois problemas diferentes. "Por um lado, existe a necessidade de garantir a protecção dos fumadores passivos, por outro lado, parece-me a mim que cada um de nós tem de respeitar o direito dos fumadores activos de se entregarem ao prazer dos cigarros, por muito que até não consigamos compreender que prazer poderá advir do acto de fumar um cigarro." E pergunta: "uma vez garantida a protecção dos fumadores passivos, que necessidade há de estigmatizar os fumadores activos?" Veja o artigo no blogue correspondente ou leia mais.

As razões do Governo

Neste documento do Ministério da Saúde, é feita uma análise sobre as consequências negativas do fumo passivo, é analisada a actual situação em Portugal ao nível de legislação, e passam-se em revista as medidas adoptadas no resto da Europa. Para o Ministério da Saúde a proibição de fumar em locais públicos fechados, para além da protecção da saúde dos trabalhadores, permite reduzir o consumo activo por parte dos fumadores e diminui a importância social do consumo.

Cigarros sem fumo podem ser solução

A invenção de uma empresa suíça promete ser uma 'lufada de ar fresco' para os fumadores que se encontrem em locais onde é proibido fumar. O Nic Stic é um cigarro artificial sem fumo, composto por um filtro de nicotina descartável. A invenção não contem tabaco, mas a empresa suíça garante que estes cigarros artificiais tem um 'sabor' fiel ao original. Embora de forma limitada, já se encontra em comercialização em alguns países da Europa.