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Ota: PS rejeita estudo de alternativas

O Partido Socialista recusou as propostas do Bloco de Esquerda e do PSD, que visavam a constituição de uma comissão para avaliar alternativas à localização e financiamento do novo aeroporto de Lisboa. Helena Pinto referiu-se às alternativas na margem sul, criticou a intenção de privatizar a ANA e questionou directamente o governo e o Partido Socialista: "Qual é o medo de debater esta questão abertamente? Qual é o medo que a Assembleia da República acompanhe o desenvolvimento daquela que será a maior obra pública dos próximos anos?"

Veja a intervenção de Helena Pinto em vídeo
 

Os socialistas recusaram ontem a constituição de uma comissão de acompanhamento para monitorizar o processo de decisão sobre a nova localização e financiamento do novo aeroporto internacional de Lisboa, tendo toda a oposição votado a favor das propostas do Bloco de Esquerda e do PSD.

José Junqueiro desvalorizou ainda o estudo «de nove páginas» recentemente divulgado da autoria do professor do Instituto Superior Técnico José Manuel Viegas, que aponta para a existência de duas alternativas à Ota na margem sul do Tejo, Poceirão e Faias, classificando-o como um mero "artigo de opinião". A este respeito, o Bloco de Esquerda recomendava que se estudassem "todas as alternativas existentes na margem sul do Tejo que tenham confluência com a linha de Alta Velocidade de TGV de ligação de Lisboa a Madrid"

O BE considera que as opções políticas sobre grandes infra-estruturas "devem merecer debates nacionais aprofundados, de modo a que elas correspondam, de facto, a necessidades do País e também que as opções técnicas que as sustentam sejam compreendidas e devidamente fundamentadas". Helena Pinto, do BE, chamou ainda a atenção para o facto de ser necessário integrar o novo aeroporto na lógica das outras redes de infra-estruturas como sejam as referentes à rede ferroviária, as ligações portuárias e as próprias plataformas logísticas.

A deputada do Bloco de Esquerda exigiu ainda esclarecimentos sobre as formas "de financiamento da construção do novo aeroporto, nomeadamente os prazos e modalidades de privatização da ANA".

A posição da maioria socialista valeu críticas do PSD, com o vice-presidente da bancada social-democrata Pedro Duarte a classificá-la "como um acto da mais pura cobardia política".

«Têm medo de enfrentar a verdade, medo do debate. Querem dar este dado como adquirido, mas estão cada vez mais isolados a defender essa solução», disse Pedro Duarte, acusando a bancada socialista de querer «impor a lei da rolha» na Assembleia da República.

O Partido Socialista admitiu apenas a criação de uma comissão de acompanhamento do projecto da Ota "quando o processo de execução do novo aeroporto entrar em funcionamento".

(...)

Resto dossier

OTA em debate

"Ota em debate" é o dossier desta semana, que está aberto à participação dos nossos leitores e leitoras. Assim, apelamos a que nos enviem opiniões, apresentações, comentários (para o e-mail: otaemdebate@esquerda.net) que publicaremos (1), numa área específica do portal esquerda.net, a partir de terça-feira desta semana.

Links

Existem muitos sites e blogues com informação e comentários sobre o novo aeroporto, nomeadamente os seguintes:
O site oficial do novo aeroporto (naer.pt), que tem uma área de estudos do NAER
O site da organização ambiental de Alenquer, Alambi
O site maquinistas.org
A secção transportes do site da Sociedade de geografia de Lisboa

Ota: PS rejeita estudo de alternativas

O Partido Socialista recusou as propostas do Bloco de Esquerda e do PSD, que visavam a constituição de uma comissão para avaliar alternativas à localização e financiamento do novo aeroporto de Lisboa. Helena Pinto referiu-se às alternativas na margem sul, criticou a intenção de privatizar a ANA e questionou directamente o governo e o Partido Socialista: "Qual é o medo de debater esta questão abertamente? Qual é o medo que a Assembleia da República acompanhe o desenvolvimento daquela que será a maior obra pública dos próximos anos?"

OTA, um Aeroporto para quê?

Comunicado conjunto das associações ambientalistas Quercus e Alambi, divulgado a 12 de Março de 2004.
Desde o início que os movimentos ligados à defesa do ambiente se têm mostrado bastante reticentes em relação à construção de um Novo Aeroporto Internacional de Lisboa na Ota. Os estudos de incidência ambiental determinam claramente a impossibilidade de uma decisão ponderada sem estudos complementares e sem que se houvesse realizado um Estudo de Impacte Ambiental. E que a limitação de conhecimento do projecto impeditiva de qualquer tomada de posição definitiva, indicava que nada seria assumido sem a intervenção séria e abalizada dos agentes interessados.

Novo aeroporto e TGV

Uma questão importante sobre o novo aeroporto, diz respeito à articulação que deve ter com a linha de Alta Velocidade (AV) prevista para a ligação Lisboa-Madrid.  A "solução OTA" é, deste ponto de vista, a que menos vantagem colhe numa perspectiva de ligação ao futuro hinterland do NAIL.

Novo Aeroporto Internacional de Lisboa

No momento actual de debate público sobre a "solução" que está no terreno, levantam-se algumas questões a cuja resposta se admite que possam servir de orientação para as escolhas a fazer.
A primeira, porventura básica, é a de saber se é justificável um Novo Aeroporto Internacional de Lisboa (NAIL) e para um prazo de dez anos, que se anuncia como absolutamente necessário.

OTA a perder velocidade

O entusiasmo em defesa da solução OTA para o Novo Aeroporto Internacional de Lisboa está em perda acentuada de velocidade. Enquanto que o ministro Mário Lino se fez ouvir no actual debate afirmando que "só um milagre" o faria mudar de posição, o Secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, já veio dizer que o Governo "não é autista" em relação às vozes que têm argumentado contra a solução-OTA. O "unanimismo" de outrora, que uniu PSD e PS na solução OTA, e que o actual governo PS adoptou como sua, parece começar a ceder face aos argumentos que têm surgido em favor da necessidade de se estudar a sério todas as soluções para um Novo Aeroporto Internacional de Lisboa (NAIL), antes de se tomar a decisão definitiva.

Dor antes das dez semanas é invenção do Não

No último programa Prós e Contras o país foi surpreendido por uma novidade absoluta: afinal, «o feto sente dor antes das dez semanas». Na manhã seguinte os Médicos Pela Escolha desmentiram essa afirmação, que vai contra todas as evidência da ciência. Jorge Sequeiros, Presidente do Colégio de Genética Médica e Membro do Conselho Nacional de Ética e Ciências da Vida, explica neste artigo a falácia (mais uma) dos defensores do Não.