You are here

Resistência iraquiana e Al Qaeda

RESISTÊNCIA IRAQUIANA REJEITA PROCLAMAÇÃO PELA AL QAEDA DE UM ESTADO ISLÂMICO NO IRAQUE
Segundo informa o diário em árabe editado em Londres al-Hayat na sua edição da passada 3ª feira 17 de Outubro, representantes comunitários da província ocidental iraquiana de al-Anbar, do Partido Baas e de 17 grupos da resistência armada coordenados em cinco áreas do Iraque concordaram em denunciar e fazer frente à proclamação pelo Conselho Consultivo dos Mujaheddines da Al Qaeda de um Estado islâmico sunita em seis províncias centrais do Iraque e em distritos de outras duas províncias do sul, para além de Bagdad, segundo tornou público esta semana esta organização. Nota informativa da CEOSI (Campaña do Estado espanhol contra la Ocupación y por la Soberanía de Iraq) IraqSolidaridad

A proclamação de um Estado islâmico sunita pressupõe um novo passo na escalada da violência sectária alimentada pela Al Qaeda por um lado e pelos esquadrões da morte parapoliciais das milícias xiitas vinculadas ao governo iraquiano por outro lado.

Um porta-voz da aliança de organizações armadas assinala que "[...] as nossas operações são contra os ocupantes e os colaboracionistas. Não atacamos iraquianos", ao mesmo tempo que reitera a recusa a estabelecer negociações com o primeiro-ministro al-Maliki. O governo iraquiano atrasou até 4 de Novembro, por "razões de segurança", a conferência denominada de "reconciliação nacional" que deveria iniciar-se na 6ª feira 20 de Outubro.

Combates em Ramadi

Na 2ª feira 16 de Outubro registaram-se já confrontos armados entre combatentes iraquianos e militantes estrangeiros da Al Qaeda em Ramadi, nos quais morreram 13 pessoas , incluindo um responsável local da Al Qaeda, segundo informaram fontes hospitalares desta cidade, capital da província de Anbar.

Os combates deram-se como consequência da mencionada declaração de imposição de um Estado islâmico pela rede da Al Qaeda e reproduzem anteriores confrontos nesta e noutras zonas do país com sólida presença guerrilheira entre a corrente taqfirista e a resistência iraquiana que condena a violência sectária e indiscriminada contra civis.

(...)

Resto dossier

Dossier Iraque

A situação no Iraque tem vindo continuamente a agravar-se. Perante esta evolução a estratégia de Bush e Blair mostra a sua falência total, as cúpulas dos seus partidos estão divididas, o comandante-chefe do exército britânico revelou a sua discordância com a estratégia e também nos EUA se notam divergências nos altos comandos militares e nos aparelhos de segurança.

Iraque

Numa nova admissão da crescente crise no Iraque o Presidente Bush está a realizar hoje consultas de emergência com os seus generais superiores para ver se é necessária alguma mudança de estratégia para enfrentar a escalada de violência aparentemente fora de controlo.

Estudo da revista Lancet

Publicamos aqui em português extractos do estudo de Gilbert Burnham, Riyadh Lafta, Shannon Doocy, Les Roberts da revista The Lancet que pode ser consultado no texto original em inglês ou traduzido em espanhol no site rebelion.org

Guerra do Iraque

Halliburton tornou-se sinónimo de lucro de guerra, mas há muitos outros com a "mão na massa". Nomeamos 10 dos piores.
A história dos lucros de guerra americanos está cheia de egrégios exemplos de incompetência, fraude, evasão fiscal, desfalque, suborno e práticas irregulares. Tal como o historiador da guerra Stuart Brandes sugeriu, cada nova guerra está infectada com novas formas de obter lucros com a guerra. O Iraque não é uma excepção.

Estados Unidos - Iraque

Nos registos do exército dos Estados Unidos há entre 8000 e 10000 soldados comparadeiro desconhecido. Ignora-se quantos fugiram do serviço por não querem combater no Iraque.

Resistência iraquiana e Al Qaeda

Segundo informa o diário em árabe editado em Londres al-Hayat na sua edição da passada 3ª feira 17 de Outubro, representantes comunitários da província ocidental iraquiana de al-Anbar, do Partido Baas e de 17 grupos da resistência armada coordenados em cinco áreas do Iraque concordaram em denunciar e fazer frente à proclamação pelo Conselho Consultivo dos Mujaheddines da Al Qaeda de um Estado islâmico sunita em seis províncias centrais do Iraque e em distritos de outras duas províncias do sul, para além de Bagdad, segundo tornou público esta semana esta organização.

O dilema da ocupação

O que leva muitos políticos e especialistas americanos a manter o apoio à ocupação do Iraque é considerarem que a retirada feita demasiado cedo levaria a um agravamento drástico da violência sectária. Este argumento a favor da continuidade da ocupação não se baseia na situação político-militar real do Iraque, e é importante compreender porquê.